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De ex-secretário a empreiteiro, alvos da 'Buraco Sem Fim' seguem presos após audiência

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Operação mira uma empresa que presta serviços de tapa-buracos que, de acordo com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025, "contratos e aditivos que somam o montante de R$113.702.491,02".

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Conduzidos ontem (12), grupo é acusado de suposto esquema para desvio de recursos da manutenção de ruas da Capital

Como confirmado pelo advogado de um dos envolvidos em suposto esquema de desvio de recursos da manutenção de ruas da Capital, os sete conduzidos ontem (12) durante a "Operação Bucaro Sem Fim", que vão de ex-secretário a empreiteiro, seguem presos após a audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (13). 

Após uma nova ofensiva contra a corrupção na Secretaria de Obras de Campo Grande, sete suspeitos de envolvimento no esquema estavam presos no Centro de Policiamento Especializado (Cepol) até que houvesse a audiência de custódia, que teve início por volta de 08h30 de hoje (13), sendo: 

Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa; Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa;  Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula,  Edivaldo Aquino Pereira Fernando de Souza Oliveira; Mehdi Talayeh e  Rudi Fiorese

Agora, esses sete suspeitos de envolvimento no esquema criminoso serão conduzidos até o Centro de Triagem Anísio Lima, em Campo Grande. 

Relembre

Nas primeiras horas da manhã de terça-feira (12), o Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) desdobrou uma nova ofensiva contra suposta corrupção na secretaria de obras da Capital. 

Batizada de "Buraco Sem Fim", através dessa operação os promotores do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) encontraram R$429 mil em dinheiro localizado em dois dos endereços durante o cumprimento de sete mandados de prisão e 10 mandados de busca. 

No imóvel de outro alvo, havia R$233 mil, também em notas de Real", informou, em nota, o Ministério Público. 

Essa operação mira uma empresa que presta serviços de tapa-buracos que, de acordo com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025, "contratos e aditivos que somam o montante de R$113.702.491,02".

Em complemento, é dito que a investigação constatou a existência de "uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas" na Cidade Morena, através inclusive da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos. 

Entre os sete presos nesta terça-feira está o ex-secretário municipal de obras, Rudi Fioresi, que estava à frente da Agesul mas teve a exoneração confirmada ainda ontem (12) e publicada hoje (13) em Diário Oficial.

Fonte: correiodoestado.com.br

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