Notícia

Defesa de Carlos Bernardo nega trabalho escravo e refuta conclusões precipitadas

Compartilhar:
Cover Image

Empresário Aparecido Carlos Bernardo.

Foto: Divulgação

Defesa manifesta total confiança de que a realidade dos fatos será plenamente demonstrada e esclarecida

A defesa do empresário Aparecido Carlos Bernardo emitiu, nesta sexta-feira (18), nota oficial de esclarecimento pública em resposta à repercussão causada por um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal (PF) em uma propriedade rural de sua propriedade.

A operação, realizada na quinta-feira, 17, integra um procedimento que apura a suposta submissão de trabalhadores a condições análogas às de escravo.

Assinada pelo advogado criminalista Elvis Preslei Rocha Barbosa (OAB/MG 163.453), a manifestação repudia veementemente as acusações e alerta contra o risco de prejulgar o caso antes do encerramento das apurações judiciais e do devido contraditório.

Repúdio categórico e diferenciação jurídica

No documento oficial, Carlos Bernardo nega de forma taxativa qualquer violação aos direitos humanos de seus colaboradores.

Conforme o comunicado, a defesa “repudia, de forma categórica, qualquer afirmação de que mantenha trabalhadores submetidos à condição análoga à de escravo” e manifesta total confiança de que a realidade dos fatos será plenamente demonstrada e esclarecida no âmbito do inquérito.

Um dos pontos centrais sustentados pela defesa é a distinção conceitual entre infrações trabalhistas administrativas e crimes de redução à condição análoga à de escravo, previsto no Artigo 149 do Código Penal brasileiro.

A nota enfatiza que pendências burocráticas ou eventuais divergências em registros formais de empregados, contratos ou obrigações trabalhistas possuem canal e tratamento jurídico próprio e, caso confirmadas pelos órgãos competentes, serão devidamente regularizadas nos moldes da legislação.

“Irregularidade trabalhista não se confunde automaticamente com trabalho em condição análoga à de escravo”, destaca o texto da nota, ressaltando que o crime previsto no Código Penal exige a comprovação objetiva de elementos específicos, tais como submissão a trabalhos forçados, jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho ou restrição da liberdade de locomoção por dívida.

“Busca e apreensão é medida investigativa, não condenação”

O advogado Elvis Preslei argumenta que o cumprimento de ordens judiciais de busca e apreensão faz parte da rotina de apuração policial e não deve ser interpretado pela opinião pública como um atestado definitivo de culpa.

A defesa reforça que a medida cautelar tem como objetivo arrecadar dados e elementos para averiguação, não representando juízo de condenação nem a comprovação dos fatos investigados.

A nota faz uma reflexão sobre a responsabilidade na divulgação dessas informações, enfatizando que acusações dessa gravidade não podem decorrer de meras conjecturas ou conclusões antecipadas:

“A existência de eventual questão trabalhista não autoriza que se antecipe, perante a sociedade, a conclusão de que trabalhadores eram submetidos a condição análoga à de escravo”, diz o documento.

Direito de defesa

A equipe jurídica informou que já está adotando as medidas necessárias para obter acesso integral aos autos do processo e aos elementos que fundamentaram a expedição do mandado judicial.

O objetivo é examinar a extensão das medidas autorizadas, a forma como foram executadas pelos agentes e a pertinência dos materiais arrecadados durante a diligência.

Embora ressalte o respeito ao trabalho das instituições policiais e judiciárias, aos direitos dos trabalhadores e às garantias do devido processo legal, a nota reitera que Carlos Bernardo não aceitará que suspeitas sob investigação sejam divulgadas publicamente como verdades consolidadas.

A defesa conclui reiterando que apresentará todos os documentos e provas cabíveis perante as autoridades competentes no momento oportuno. “A defesa confia na prova, no contraditório e no esclarecimento objetivo dos fatos. Ao final, o que deve prevalecer não são especulações ou versões antecipadas, mas aquilo que efetivamente puder ser demonstrado”, finalizou a nota emitida em Ponta Porã.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Compartilhar:

Comentários

sem comentários

Faça login ou cadastro para poder comentar

MATÉRIAS RELACIONADAS

Cover Image

Deputado Caravina reforça críticas à concessão da BR-163 durante entrega de relatório na ALEMS

O relatório entregue à ALEMS reúne os principais resultados das audiências públicas realizadas em diversos municípios do Estado

Saiba mais
Cover Image

“Soberania é intocável”, diz Lula ao anunciar ajuda a exportadores

Ao assinar medidas de apoio aos exportadores impactados pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos, o presidente afirmou que a soberania brasileira é intocável.

Saiba mais
Cover Image

Apoiadores de Bolsonaro fazem atos no 7 de Setembro para pedir anistia a condenados por atos golpistas

Em SP, Tarcísio discursou e atacou Moraes. No Rio, senador Flávio Bolsonaro defendeu candidatura do pai em 2026. STF retoma julgamento de Bolsonaro na terça (9)

Saiba mais
Cover Image

SPU DESTINA ÁREA DA UNIÃO PARA CONSTRUÇÃO DE DUAS CRECHES INDÍGENAS EM JAPORÃ

Parceria entre SPU, Incra, Itaipu e Prefeitura vai investir R$ 5,1 milhões em duas unidades escolaridades infantil que atenderão mais de 300 crianças das aldeias Yvy Katu e Porto Lindo

Saiba mais
Cover Image

Vereadores aprovam prorrogação do programa "Dívida Zero"

Novo prazo, que encerraria em 30 de janeiro, passa para o dia 29 de maio de 2026

Saiba mais
Cover Image

Vereadores prestigiam inauguração da 70ª Sala Lilás de Mato Grosso do Sul em Três Lagoas

Com a inauguração dessa unidade, o município passa a integrar a rede estadual de atendimento especializado, garantindo os direitos das mulheres

Saiba mais