Notícia

Em Campo Grande, Caiado evita atacar Flávio Bolsonaro

Compartilhar:
Cover Image

Em Campo Grande, Caiado evita atacar Flávio Bolsonaro.

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Pré-candidato à Presidência defendeu que a eleição deste ano deve ser pautada por "competência" e não por disputas pessoais envolvendo adversários políticos

Durante agenda em Campo Grande no início da noite de sexta-feira, o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, evitou atacar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato a presidente da República, depois que vazou o áudio dele pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mas afirmou que o Brasil vive uma “desordem institucional” causada pela falta de liderança do governo federal.

Em entrevista coletiva, ele defendeu que a eleição deste ano deve ser pautada por “competência” e não por disputas pessoais envolvendo adversários políticos.

Questionado sobre a crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e as recentes revelações sobre o caso do Banco Master, além das reportagens envolvendo o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e a produção do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Caiado procurou se distanciar da polêmica e afirmou que “cada um responde pelos seus atos”.

“Eu tenho 40 anos de vida pública e nunca fui envolvido em nada. Cada um responde pelos seus atos. O que eu quero deixar claro é que as pessoas vão ter segurança da minha governança”, declarou.

Apesar de evitar comentários diretos sobre os adversários, o ex-governador goiano afirmou que episódios de corrupção e crises políticas ganham dimensão no País por conta da ausência de liderança do Poder Executivo.

“Em um presidencialismo, cabe ao líder definir o norte do país. Hoje falta presidente da República”, disse.

Caiado também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificando a gestão como “populista”. Segundo ele, medidas econômicas recentes, como subsídios e programas de renegociação de dívidas, não enfrentam a origem do problema do endividamento da população.

“O Brasil hoje está cansado dessa discussão que não leva a nada. O debate precisa ser sobre segurança pública, saúde, educação, inteligência artificial, logística e desenvolvimento econômico”, afirmou.

Pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado ao lado do senador Nelsinho Trad - Gerson Oliveira / Correio do Estado

MATO GROSSO DO SUL

Ainda durante a entrevista, Caiado destacou projetos considerados estratégicos para Mato Grosso do Sul, como a Rota Bioceânica, o crescimento do chamado Vale da Celulose e a expansão da agropecuária.

Ele afirmou que o Estado ocupa posição central no desenvolvimento do Centro-Oeste e defendeu investimentos em infraestrutura e segurança nas regiões de fronteira.

O pré-candidato também utilizou sua experiência administrativa como argumento eleitoral. Caiado ressaltou ter deixado o governo de Goiás com 88% de aprovação e afirmou estar preparado para assumir a Presidência da República.

Fonte: correiodoestado.com.br

Compartilhar:

Comentários

sem comentários

Faça login ou cadastro para poder comentar

MATÉRIAS RELACIONADAS

Cover Image

Riedel ironiza ultimato do PP-União Brasil para tirar PT do seu governo

Governador de Mato Grosso do Sul sugeriu que nova federação deixe os ministérios que ocupa no Governo Lula

Saiba mais
Cover Image

Seis deputados federais de MS enviaram R$ 81,6 milhões do "orçamento secreto"

Cada parlamentar do Estado ainda dispôs de R$ 37,8 milhões para emendas individuais, visando atender às suas bases

Saiba mais
Cover Image

Contar rejeita troca de candidatura ao Senado por disputa a prefeito em 2028

O ex-deputado estadual seria convidado a concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa no pleito do próximo ano

Saiba mais
Cover Image

Prefeito de Selvíria busca recursos em agenda em Campo Grande

Reforçando pedidos por investimentos em diferentes áreas do município

Saiba mais
Cover Image

Congresso aprova orçamento para 2026

Meta de despesas é de R$ 6,5 tri e de superávit é de R$ 34,2 bilhões

Saiba mais
Cover Image

Zeca apresenta moção de aplauso a Lula após desapropriação da área quilombola Picadinha

A medida do presidente Lula representa um avanço significativo na efetivação dos direitos das comunidades remanescentes dos quilombos,

Saiba mais