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Índice de Desenvolvimento Humano de MS é o 11º do Brasil e fica abaixo do nacional

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Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

Foto: Paulo Ribas

Novo levantamento da ONU mostra que o Brasil entrou na faixa de desenvolvimento humano "muito alto"; Mato Grosso do Sul segue abaixo desta faixa e tem uma das menores expectativas do país

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da Organização das Nações Unidas (ONU) atualizou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil e dos Estados nesta terça-feira (26). A novidade é que o Brasil, pela primeira vez, tem um IDHM considerado muito alto pelos padrões das Nações Unidas. Mato Grosso do Sul, por sua vez, não conseguiu ultrapassar a barreira do 0,8, e ainda tem um índice considerado “alto”, como tinha antes. 

O Brasil, que tinha um IDHM de 0,744 há 12 anos, quando a ONU divulgou o índice pela última vez. A escala para classificar o desenvolvimento humano varia de 0 a 1, sendo muito alto: acima de 0,800. Atualmente, o do Brasil é de 0,805. 

Em Mato Grosso do Sul, o IDHM era muito semelhante ao brasileiro em 2012: o Estado tinha um IDHM de 0,742. Agora, o Índice de Desenvolvimento Humano de Mato Grosso do Sul foi para 0,797: o 11º mais alto do Brasil. 

Os dez primeiros estados da lista têm um índice muito alto, assim como o Brasil, acima de 0,8. O Distrito Federal tem o melhor IDHM do Brasil (0,866). E é seguido por São Paulo (0,838), Santa Catarina (0,833), Paraná (0,822) e Rio de Janeiro (0,819). 

Na região Centro-Oeste, apenas Mato Grosso do Sul não teve um índice superior a 0,8: O Distrito Federal, com o maior índice do Brasil, lidera, seguido por Goiás (0,815), Mato Grosso (0,812) e Mato Grosso do Sul (0,797). 

Os cinco menores IDHMs do Brasil são: Maranhão (0,745), Alagoas (0,746), Acre (0,754), Pará (0,758) e Bahia (0,759).

Veja a lista completa

Muito alto

1º Distrito Federal: 0,866 2º São Paulo: 0,838 3º Santa Catarina: 0,833  4º Paraná: 0,822 5 º Rio de Janeiro: 0,819 6 º Rio Grande do Sul: 0,818 7 º Goiás: 0,815 8º Mato Grosso: 0,812 9º Minas Gerais: 0,809  10º Espírito Santo: 0,804

Alto

11º Mato Grosso do Sul: 0,798 12º Tocantins: 0,797 13º Rondônia: 0,786  14º Roraima: 0,780 15º Rio Grande do Norte: 0,778 16º Ceará: 0,773 17º Pernambuco: 0,767 18º Amazonas: 0,767 19º Piauí: 0,764 20º Sergipe: 0,761 21º Paraíba: 0,760 22º Bahia: 0,759 23º Amapá: 0,759 24º Pará: 0,758 25º Acre: 0,754 26º Alagoas: 0,746 27º Maranhão: 0,745

O IDHM varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o local. Dessa forma, a leitura se dá desta forma:

De 0 a 0,499: muito baixo De 0,5 a 0,599: baixo De 0,6 a 0,699: médio De 0,7 a 0,799: alto 0,8 a 1: muito alto

A formação do IDHM depende de três índices de desenvolvimento humano. Um deles avalia a longevidade, o outro a educação e, por último, a renda. 

Mato Grosso do Sul teve um bom desempenho quando se trata de renda, tendo o oitavo melhor índice do Brasil: 0,766. 

Entretanto, nos quesitos longevidade e educação, ficou aquém de outras unidades da federação. Em longevidade, por exemplo, teve o quarto pior desempenho entre as unidades da federação: 0,840. Em se tratando de educação, teve o 13º melhor desempenho: 0,786. 

No caso específico da longevidade, Mato Grosso do Sul tem a terceira menor expectativa de vida do Brasil: 75,39 anos. Só fica a frente do Amapá (74,3 anos) e Roraima (74,35 anos). 

Fonte: correiodoestado.com.br

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