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Kemp alerta sobre situação ambiental em Bonito e cobra providências do Imasul

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Conforme Pedro Kemp, a questão ambiental de Bonito precisa ser tratada com mais responsabilidade pelo Estado.

Foto: Luciana Nassar

Na tribuna, o deputado destacou que o alerta ao governo do Estado é resultante da preocupação dos moradores locais, pois compromete o futuro do município

A situação ambiental crítica do município de Bonito, distante 260 quilômetros de Campo Grande, foi abordada pelo deputado Pedro Kemp (PT) durante o grande expediente da sessão ordinária desta quinta-feira (3). Ele fez alerta a respeito do turvamento dos rios, tremores de terra e esgotamento sanitário despejado em nascentes localizadas no perímetro urbano, cobrando providências do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que desastres sejam evitados.

Na tribuna, o deputado destacou que o alerta ao governo do Estado é resultante da preocupação dos moradores locais, pois compromete o futuro do município, considerado um dos principais destinos do ecoturismo nacional. “A questão ambiental de Bonito precisa ser tratada com mais responsabilidade pelo Estado, e por isso chamo a atenção do Imasul a respeito do que vem acontecendo. Providências têm que ser tomadas para evitarmos desastres ambientais”, alertou Kemp.

Conforme o parlamentar, o Ministério Público Estadual (MPMS) já abriu investigação para apurar os motivos do turvamento recorrente das águas dos rios de Bonito. A medida foi tomada após denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF), com base em notas técnicas elaboradas pela Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação (Rede Pró-UC), referência na defesa das unidades ambientais protegidas em todo o país. “Esse fenômeno pode estar ligado ao desmatamento irregular, uso inadequado do solo e falta de fiscalização nas áreas de vegetação nativa”.

Pedro Kemp informou que licenças ambientais para desmatamento, que não deveriam ser concedidas, precisam ser reavaliadas. “É preciso verificar se o ouso do solo no entorno dos rios está sendo de forma adequada e também qual o tipo de cultura cultivada. Os técnicos do Imasul não podem apenas se basear em imagens de satélite para autorizarem as licenças, precisam verificar in loco essas áreas que estão sendo licenciadas para desmatamento”.

Tremores e mau cheiro

Em relação aos tremores de terra na periferia e região central do município, Kemp observou que podem estar ligados a explosões em mineradoras. “As mineradoras precisam de licença ambiental para operarem, principalmente as localizadas perto de áreas de vegetação permanente, que deveriam ser proibidas”.

Uma sugestão do parlamentar é que o governo do Estado e a prefeitura de Bonito verifiquem a quantidade de explosivos usados na extração do minério, fator que pode estar causando explosões que apavoram os moradores. “Impactos já foram percebidos em diversos pontos. No mês passado já foram registrados tremores. Conforme o Serviço Geológico do Brasil, de magnitude de 1.7 na escala Richter [que mede a magnitude de um terremoto com base na energia liberada]”, informou Kemp.

A mineradora Calluz, responsável pela explosão que causou tremor de terra em Bonito em 3 de junho não apresentou o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), que significa, denunciou Pedro Kemp. “Isso precisa ser apurado”, criticou o parlamentar, reforçando pedido de informações feito em junho de 2024 ao Imasul e Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a respeito de danos ambientais causados pelas mineradoras.

Sobre a questão do esgoto que vem sendo despejado nas nascentes dos rios, localizadas na periferia e no centro de Bonito, Pedro Kemp comentou que verificou in loco a situação. “Fui até o município conversar com representantes do sindicato dos guias de turismo e senti o mau cheiro do esgoto que escapa da rede e atinge a nascente de um rio. Penso em fazer uma audiência pública para debater a questão”.

O parlamentar reforçou que denúncia é baseada em imagens de vídeo e fotos que confirmam o despejo de esgoto nos rios locais. “Se você anda pela periferia no fim da tarde, sentirá o cheio de esgoto. É um problema gravíssimo e por isso peço a atenção do governo do Estado para essas situações das mineradoras, turvamento dos rios e esgoto. Mato Grosso do Sul quer preservar as belezas naturais de Bonito para continuar atraindo visitantes ou quer que no futuro isso não exista mais?”, questionou ao fim do pronunciamento.

Por: João Grilo

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