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"Momento é difícil e tenso", diz secretária de MS que ficou fora do grupo resgatado de Israel

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Secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone diz que momento é difícil e tenso.

Foto: Arquivo

Crhistinne Maymone diz que Embaixada presta assistência ao grupo, mas que momento é difícil e pede orações

Os três servidores do governo de Mato Grosso do Sul que estão em Israel ficaram de fora do primeiro grupo de brasileiros a deixar o país através da Jordânia. A secretária-adjunta da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Crhistinne Maymone, disse que todos estão em segurança, mas que o momento é muita tensão.

"Estamos todos bem, somos 22 pessoas desta comitiva. Estamos seguros em um hotel. Temos todo o apoio das Embaixadas de Israel e do Brasil, em especial do Ministério das Relações Exteriores de Israel", explicou Crhistinne.

"As embaixadas estão analisando as possibilidades de sairmos por terra, mas é um momento bem difícil e tenso. Nós, no Brasil, não conseguimos imaginar. Esperamos voltar em breve com segurança", acrescentou a secretária-adjunta.

Por fim, ela pede orações pelas pessoas que estão no País. "Contamos com a oração de todos vocês", conclui.

Além de Crhistinne, fazem parte da comitiva de MS, o responsável pelo setor de tecnologia da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Marcos Espíndola, e o secretário executivo de Ciência e Tecnologia, Ricardo Senna.

Os servidores estavam representando o Estado em missão oficial do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), que também contava com representantes do Distrito Federal, Goiás, Maranhão e Mato Grosso.

A missão começou no dia 7 de junho e seguiria até o dia 14, mas foi interrompida quando houve início do conflito entre Israel e Irã na última quinta-feira (12).

Israel bombardeou diversos alvos no Irã e o governo local alertou sua população para o risco iminente de uma retaliação com “mísseis e drones” vindos do território iraniano.

Resgate de brasileiros

Além dos sul-mato-grossenses, uma comitiva de prefeitos brasileiros viajou a Israel no dia 8 de junho, a convite do governo local, para um evento de inovação em segurança pública e precisou se abrigar em bunkers devido aos ataques israelenses contra o Irã.

Com o espaço aéreo fechado, o Itamaraty informou, no sábado (14), que conversou com o ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, para abrir uma rota de retirada das comitivas de políticos brasileiros por terra até a fronteira com a Jordânia, assim que as condições de segurança em Israel permitirem.

Nesta segunda-feira (16), o primeiro grupo, composto por 12 pessoas, conseguiu cruzar a fronteira com a Jordânia, em segurança. Os sul-mato-grossenses ficaram de fora deste primeira leva.

Fazem parte do primeiro grupo que conseguiu deixar Israel após as operações do Aeroporto Internacional de Tel Aviv serem suspensas: 

Álvaro Damião, prefeito de Belo Horizonte (MG); Cláudia da Silva Lira, vice-prefeita de Goiânia (GO) Márcio Lobato Rodrigues, secretário de Segurança Pública de Belo Horizonte; Welberth Porto de Rezende, prefeito de Macaé (RJ); Johnny Maycon, prefeito de Nova Friburgo (RJ); Cícero de Lucena, prefeito de João Pessoa (PB); Janete Aparecida Silva Oliveira, vice-prefeita de Divinópolis (MG); Flávio Guimarães Bittencourt do Valle, vereador do Rio de Janeiro; Gilson Chagas e Silva Filho, secretário de Segurança Pública de Niterói (RJ); Francisco Vagner Gutemberg de Araújo, secretário de Planejamento de Natal (RN); Davi de Matos Carreiro, chefe-executivo do Centro de Inteligência, Vigilância e Tecnologia de Segurança Pública do Rio de Janeiro (Civitas). Nélio Aguiar, tesoureiro da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

“Graças a Deus, deu tudo certo na viagem […] e já estamos aqui, na Jordânia, fazendo os procedimentos de visto”, informou, em uma mensagem de vídeo, Nélio Aguiar, pouco após chegar à Jordânia, de ônibus. 

Também em mensagem de vídeo, o prefeito de João Pessoa, Cícero de Lucena, contou que, ao chegar à Jordânia, o grupo foi acolhido por funcionários da embaixada do Brasil. “Agora, vamos seguir para a Arábia Saudita, já que, lá, o espaço aéreo está aberto. Continuamos com bastante segurança e tranquilidade”, comentou Lucena.

Segundo o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), seis prefeitos que integravam a comitiva optaram por ficar em Israel e se juntarem a outro grupo de autoridades brasileiras que também aguarda resgate.

Segundo o senador, os seis prefeitos se juntaram ao grupo do Consórcio Brasil Central, que também está em território israelense e deve ser resgatado em breve pelas autoridades brasileiras. O grupo é formado por 22 gestores estaduais, dentre eles os sul-mato-grossenses.

"O governo avalia alternativas para o retorno dos integrantes restantes, inclusive por meio de voos comerciais, com apoio logístico e financeiro do governo de Israel", afirma o senador.

Além dos prefeitos, governadores e outras autoridades públicas, o Senado também está planejando o resgate de um grupo de 56 brasileiros que estavam em missão religiosa na Galiléia.

Conflito

A viagem das autoridades públicas brasileiras ocorre em meio à guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas.

Além de ocupar a Faixa de Gaza, Israel abriu, na semana passada, uma nova frente de guerra, bombardeando o Irã durante a madrugada da última sexta-feira (13).

Segundo Tel Aviv, os alvos dos ataques foram instalações militares e nucleares. De acordo com fontes iranianas, ao menos nove pessoas morreram e uma centena ficou ferida já neste primeiro ataque israelense. 

A retaliação iraniana não demorou e, no mesmo dia (13), mísseis balísticos atingiram Tel Aviv e Jerusalém.

Fonte: correiodoestado.com.br

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