Notícia

Policiais poderão executar medidas contra agressores de mulheres

Compartilhar:
Cover Image

Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), ao lado de autoridades estaduais durante assinaruta de convênio com TJMS.

Foto: Saul Schramm

Convênio entre o Governo do Estado e TJMS busca acelerar cumprimento de medidas protetivas

Policiais civis e militares poderão executar intimações de autores por crimes de violência contra mulher. A medida é resultado de um convênio firmado pelo Governo do Estado e TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), na manhã desta segunda-feira (17).

O objetivo é acelerar o cumprimento de medidas protetivas, que até então era responsabilidade exclusiva de oficiais de justiça. De acordo com o termo, além das intimações, os policiais civis e militares também poderão executar determinações de afastamento do agressor do lar e mandados de prisão.

Para garantir a segurança de informações sensíveis, o acordo também cria normas que reforcem a proteção das vítimas e a confidencialidade dos processos.

Com duração de cinco anos, a cooperação ainda prevê monitoramento de resultados, definição de metas, capacitação de policiais para aprimoramento do atendimento às vítimas e destinação de recursos para a execução das medidas protetivas.

O documento estabelece que o Tribunal de Justiça terá a responsabilidade de capacitar servidores e de enviar mandados para cumprimento pela Polícia Civil e pela Polícia Militar, enquanto que a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) irá designar os policiais para executar as medidas protetivas.

"Estamos dizendo que a partir da comoção e alerta máximo que recebemos da sociedade, precisamos dar um basta nisso. Temos que dar respostas práticas e efetivas, conscientizar ao longo do tempo toda a população", disse o governador Eduardo Riedel.

"É um acordo importante porque vai evitar dúvidas de quem é a competência, que estão estabelecidas. O TJMS criou a 4° Vara de Violência Doméstica, designamos mais oficiais de Justiça. Com este convênio haverá mais a fazer e estamos preparados para assegurar que as mulheres não sejam vítimas de violência. Estamos na vanguarda do atendimento", disse o desembargador e presidente do TJMS, Dorival Pavan.

O convênio é uma resposta ao feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, que foi assassinada pelo ex-noivo, Caio Nascimento, no dia 12 de fevereiro. Um áudio gravado pela vítima escancarou o atendimento descrito como “frio”. Na ocasião a delegada que atendeu Vanessa não repassou o histórico do agressor e disse que a própria vítima deveria notificar o ex. A jornalista também não foi escoltada ao voltar para casa após o registro do boletim de ocorrência.

Fonte: campograndenews.com.br

Compartilhar:

Comentários

sem comentários

Faça login ou cadastro para poder comentar

MATÉRIAS RELACIONADAS

Cover Image

Em maior apreensão do ano, PRF apreende meia tonelada de cocaína e seis fuzis em MS

Ação aconteceu nesta quinta-feira (27) na BR-267; uma pessoa foi presa

Saiba mais
Cover Image

Olheiro de pistoleiro do narcotráfico é preso em Campo Grande

Homem teria indicado a posição de Thiago Leite Neves, conhecido como 'Diabolin', no dia do crime

Saiba mais
Cover Image

Garras prende suspeito de esfaquear a namorada no bairro Tiradentes

Wellington Paes Lino, de 24 anos estava foragido desde domingo (6) e foi localizado no bairro Moreninhas, em Campo Grande

Saiba mais
Cover Image

Governo reforça segurança pública com investimento de R$ 4,4 milhões em equipamentos e veículos para a PM

A solenidade de entrega aconteceu com a presença do governador Eduardo Riedel.

Saiba mais
Cover Image

PF realiza operação para combater tráfico de cocaína do PCC

Ações ocorrem em São Paulo e Mato Grosso do Sul

Saiba mais
Cover Image

PMs que atiraram pelas costas são presos após afastamento em MS

Crime foi registrado por câmeras de monitoramento de circuito interno, com pedido de prisão preventiva feito através da  Corregedoria-Geral no curso do Inquérito Polícia Militar (IPM)

Saiba mais