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Seminário Internacional da Rota Bioceânica avança em acordos para integração, logística, infraestrutura e segurança

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6º Foro de los Gobiernos Subnacionales del Corredor Bioceânico.

Foto: Saul Schramm

6º Foro de los Gobiernos Subnacionales del Corredor Bioceânico foi encerrado hoje (20), em Campo Grande

Com inúmeros avanços para a concretização do Corredor Bioceânico que começa em Mato Grosso do Sul, no município de Porto Murtinho, e atravessa o Paraguai, Argentina e chega ao Chile como opção de caminho mais curto para o Oceano Pacífico e acesso ao mercado asiático – a países como China, Índia, Japão, e outros –, o Seminário Internacional da Rota Bioceânica e do 6º Foro de los Gobiernos Subnacionales del Corredor Bioceânico foi encerrado hoje (20), em Campo Grande.

A integração nas áreas de segurança, logística e infraestrutura, entre os países que fazem parte da Rota, foram alguns dos pontos principais discutidos e planejados a partir do evento. Durante a coletiva de imprensa que marcou o encerramento do evento, o governador Eduardo Riedel pontuou sobre os avanços estabelecidos a partir dos estudos técnicos realizados pelas comissões e o envolvimento de todos os estados que fazem parte da Rota.

“Foram quase R$ 30 milhões em negócios prospectados, que é promoção, não tem Rota pronta, não tem definição, mas uma expectativa concreta acontecendo entre os países e isso é importante. A gente termina esse sexto fórum com sentimento de extremo êxito, do ponto de vista do avanço dos trabalhos, foi muito dito e construído no dia a dia, que não tem um passe de mágica que de repente a rota vai estar funcionando. Vai um longo tempo de consolidação até a gente enxergar todo o potencial existente entre os países, mas a gente está avançando em uma estrutura que vai fazer toda a diferença para esses quatro países, em especial para esses oito estados que estão aqui, e todos que conectam de alguma forma na rota”, afirmou Riedel.

A unificação dos processos aduaneiros para diminuir o tempo de espera e melhorar o fluxo para entrada e saída de pessoas e mercadorias – com a utilização do corredor – também foi um dos assuntos discutidos no evento. “É necessário unificar processos migratórios, processos aduaneiros. Temos que pensar nisso e em todo o corredor, o transporte terrestre e de cargas. Além da legislação que permita o melhor trânsito entre os países envolvidos”, disse Alejandro Eduardo Marenco, secretário de segurança da província e Jujuy (Argentina).

Para os demais estados envolvidos no trajeto do corretor, também existe o interesse de abrir espaço para investimentos e novos mercados consumidores.

“Nos interessa muito atrair negócios. Na região de Tarapacá, de Antofagasta, estão criando uma rede de zona franca com Paraguai. Portanto, eles também estão fazendo essas relações de escritórios específicos em diferentes regiões, mas cada região tem uma vocação e, portanto, vai em busca daqueles lugares onde podem ter mais investimentos e trazer mais empresários”, explicou Ricardo Díaz Cortés, governador de Antofagasta (Chile).

Entre os dias 18 e 20 de fevereiro de 2025, Campo Grande recebeu o Seminário Internacional da Rota Bioceânica e do 6º Foro de los Gobiernos Subnacionales del Corredor Bioceânico. A realização é do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com o apoio da Fiems e do Sebrae/MS. O encontro reuniu mais de 1,2 mil participantes e autoridades dos governos brasileiro, paraguaio, argentino e chileno, além dos municípios e governos regionais que são abrangidos pelo Corredor Bioceânico, assim como empresários e demais interessados da sociedade civil.

O evento fomentou ações para o desenvolvimento e a integração regional entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, destacando as oportunidades e desafios que serão gerados pelo Corredor Bioceânico, trajeto rodoviário de 3.320 km que vai conectar os oceanos Atlântico e Pacífico, passando por oito territórios de quatro países (Regiões de Tarapacá e Antofagasta, no Chile; Províncias de Jujuy e Salta, na Argentina; Departamentos de Boquerón, Presidente Hayes e Alto Paraguay, no Paraguai e o Estado de Mato Grosso do Sul, no Brasil), até chegar aos portos chilenos de Iquique, Antofagasta, Mejillones e Terminais Tocopilla.

Por: Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS

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