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Vander convida Nelsinho para "dobradinha" ao Senado

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O senador Nelsinho Trad (PSD) e o deputado federal Vander Loubet (PT) podem fazer "dobradinha".

Foto: Montagem

Presidente do PT estadual, o deputado federal reforça que os dois irmãos do senador já estão no arco de aliança da esquerda

Com a aproximação do momento de a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), disputar as eleições deste ano pelo estado de São Paulo ao Senado ou ao governo, o deputado federal Vander Loubet, presidente estadual do PT e pré-candidato a senador pelo partido, decidiu tomar uma decisão ousada e que pode provocar uma reviravolta na disputa em Mato Grosso do Sul.

Em entrevista exclusiva concedida ontem ao Correio do Estado, o parlamentar petista revelou que pretende convidar o senador Nelsinho Trad (PSD), pré-candidato à reeleição, para fazer uma “dobradinha” com ele no pleito deste ano, para que, juntos, concorram às duas vagas ao Senado.

“O Valdemar Costa Neto [presidente nacional do PL], que opera em nosso estado de acordo com os interesses do Reinaldo Azambuja [ex-governador e presidente estadual do PL], já deixou claro que não haverá espaço para o Nelsinho no palanque deles com o Fábio Trad [PT] sendo o nosso candidato a governador. Na verdade, a pré-candidatura do Fábio era a desculpa que o PL estava esperando para escantear o Nelsinho”, afirmou.

Conforme Vander Loubet, nesse cenário, o senador Nelsinho só teria dois caminhos a tomar: poderia lançar um candidato a governador pelo PSD, para ancorar a própria candidatura ao Senado, ou comporia com o PT em uma frente democrática.

“Inclusive, ele caminharia com os irmãos Fábio, para governador pelo PT, e Marquinhos Trad, para deputado estadual pelo PDT. Impossível? Improvável? Eu diria que não. Para mim, ele precisa fazer uma autocrítica da postura e das decisões que adotou e tomou nos últimos anos”, argumentou.

O deputado federal lembrou que foi muito próximo de Nelsinho quando ele foi prefeito de Campo Grande.

“Nós trabalhamos juntos para viabilizar o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] na Capital na época do segundo governo do presidente Lula”, recordou.

Ele completou que, de 2018 em diante, o senador acabou tendo um comportamento mais extremista em várias pautas, mas ainda acredita que ele seja um democrata. “Se ele tiver a disposição de reavaliar sua linha política, o PSD poderia caminhar com a frente ampla e democrática que estamos construindo no Estado”, assegurou.

O presidente estadual do PT pontuou que o PSD deve fazer alianças com partidos da esquerda em outros estados e, portanto, nada impediria a legenda de adotar a mesma estratégia em Mato Grosso do Sul.

“De novo, é impossível? É improvável? Eu acredito que não. Até porque temos dialogado muito em torno da pré-candidatura do Fábio e estamos aglutinando nomes de centro e de direita em apoio a ele”, garantiu.

Segundo Vander Loubet, o foco do PT este ano é novamente construir – como foi feito em 2022 – uma frente ampla no Estado e no Brasil para fazer frente às forças extremistas e antidemocráticas. “E, nesse sentido, não podemos ser sectários. As palavras de ordem devem ser diálogo e compromisso”, disse.

O parlamentar lembrou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já reforçou que o Senado é o principal objetivo na campanha eleitoral deste ano, diante da movimentação intensa da direita para obter maioria na Casa a partir de 2027.

Ele informou que Lula e aliados apostam em nomes competitivos para tentar impedir que a direita consiga mais de 41 cadeiras no Senado. Isso porque essa maioria facilitaria a aprovação, por exemplo, de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes – o maior alvo dos bolsonaristas – e a derrubada de decisões de Lula.

No pleito deste ano, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras, dois terços do total, com duas vagas por unidade da Federação. Embora as articulações ainda estejam em andamento, sem candidaturas confirmadas, já circulam nomes que podem ser apoiados pelo presidente Lula em boa parte dos estados.

Fonte: correiodoestado.com.br

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