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A força da fronteira no Congresso: Por que Ponta Porã precisa resgatar sua voz na Câmara Federal

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Carlos Monfort Jornalista. Presidente do Clube de Imprensa de Ponta Porã.

Foto: Divulgação

A urgência histórica de reconquistar a representatividade política da região de fronteira nas eleições do próximo dia 04 de outubro

A política é, essencialmente, a arte de dar visibilidade e transformar necessidades em realidade orçamentária e legislativa.

Quando uma região estratégica perde o seu assento direto no plenário do Congresso Nacional, perde também o poder de decisão direta sobre os recursos e políticas públicas que impactam o dia a dia de sua população.

Esse é o panorama com o qual Ponta Porã e toda a região de fronteira convivem há um longo e amargo hiato: há uma década e meia o município não elege um legítimo e autêntico representante da terra para a Câmara dos Deputados em Brasília.

Ao longo desses 15 anos, Ponta Porã dependeu da generosidade, do apoio e das emendas parlamentares trazidas por deputados federais eleitos por outras bases e regiões do Estado.

Embora esse auxílio externo tenha garantido pontualmente investimentos essenciais em infraestrutura, saúde e educação, ele não substitui a força de ter uma liderança genuinamente local.

Parlamentares de fora respondem, em primeiro lugar, aos compromissos de seus redutos eleitorais de origem. Quem mora na fronteira sabe que as demandas de um município fronteiriço exigem prioridade absoluta e dedicação exclusiva, algo que só quem vivencia o cotidiano da região é capaz de defender com garra no Congresso Nacional.

Ponta Porã não é apenas mais um município no mapa de Mato Grosso do Sul; é o portal de entrada do país, o coração da faixa de fronteira e o polo dinamizador do Cone Sul.

As peculiaridades locais exigem um olhar diferenciado das instituições públicas federais. Da integração transfronteiriça à segurança pública municipal, passando pelo fortalecimento do comércio internacional, pelo apoio à agricultura familiar e pelo crescimento do setor educacional universitário, tudo em Ponta Porã possui dimensão e escala nacionais.

Ficar sem voz ativa na Câmara Federal por 15 anos custou caro à região.

Quando a legislação federal debate diretrizes para a saúde de fronteira — que atende diariamente brasileiros e estrangeiros — a ausência de um deputado do município limita a articulação por verbas permanentes.

Quando o orçamento da União define prioridades de investimentos para malhas rodoviárias e segurança de divisas, a falta de um representante com assento fixo reduz o peso das cobranças políticas junto aos ministérios.

Voz e voto no plenário Ulisses Guimarães significam poder de negociação. Significam assinar requerimentos de urgência, relatar projetos estratégicos, presidir comissões fundamentais e garantir que a destinação de emendas impositivas e bancadas vá diretamente ao encontro das reais prioridades da população pontaporanense.

E a próxima eleição é uma janela histórica de resgate dessa representatividade.

Nas eleições deste ano, marcadas para o próximo dia 04 de outubro, a população de Ponta Porã e de todos os municípios vizinhos se depara com uma oportunidade histórica.

O processo eleitoral reabre a possibilidade concreta de quebrar o jejum legislativo e reconquistar uma cadeira de peso em Brasília.

O momento exige conscientização do eleitorado sobre a necessidade do voto regional.

O fracionamento de votos, que historicamente dispersou o potencial eleitoral da fronteira favorecendo candidatos da capital e de outras macro-regiões, hoje dá lugar a um sentimento coletivo de união e resgate da cidadania política.

A comunidade percebeu que, para exigir grandes obras, avanços na saúde pública, fortalecimento do ensino superior e atração de indústrias, é indispensável colocar um nome da terra no centro das decisões em Brasília.

Dentro desse cenário de reconstrução política, o nome do empresário Carlos Bernardo ganha forte protagonismo na disputa por uma das vagas na Câmara dos Deputados.

Figurando constantemente com destaque nos levantamentos e pesquisas de intenção de voto realizados em todo o Estado, Carlos Bernardo desponta como um dos nomes mais viáveis e com chances reais de vitória para garantir a tão sonhada representação de Ponta Porã no Congresso.

Com sólida atuação no setor produtivo e educacional da região, a candidatura de Carlos Bernardo a deputado federal ganha corpo ao traduzir o sentimento de indignação e a necessidade de renovação da população da fronteira.

Sua consolidação nas intenções de voto reflete um movimento voluntário de lideranças comunitárias, produtores rurais, comerciantes e estudantes que enxergam em seu projeto político a chance de recolocar Ponta Porã no mapa decisório do país.

A viabilidade eleitoral de Carlos Bernardo não traz apenas a expectativa de uma vitória individual, mas sim a concretização de um projeto coletivo da região de fronteira.

Ter um deputado federal forte, viável e afinado com o sentimento popular é a garantia de que as demandas locais não ficarão arquivadas em gabinetes ministeriais.

O resgate da vaga de deputado federal é uma questão de orgulho, soberania política e desenvolvimento econômico para Ponta Porã.

A fronteira unida em torno de uma candidatura própria tem a oportunidade de reescrever sua trajetória e garantir que a sua voz ressoe alta no Congresso Nacional nos próximos quatro anos.

No dia 04 de outubro, as urnas não decidirão apenas mandatos individuais, mas definirão se Ponta Porã continuará dependendo do apoio de terceiros ou se assumirá, de forma definitiva, o protagonismo político que sua dimensão socioeconômica exige.

Por: Carlos Monfort Jornalista. Presidente do Clube de Imprensa de Ponta Porã

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