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Após agenda com árabes e chineses, Carlos Bernardo defende transformar Rota Bioceânica em corredor de indústria, emprego e investimentos

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5ª edição do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, em São Paulo.

Foto: Divulgação

Em São Paulo, candidato participou do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes e manteve contatos ligados à Câmara Brasil-China

Em São Paulo, candidato participou do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes e manteve contatos ligados à Câmara Brasil-China; após encontros, aponta falhas na promoção internacional de Mato Grosso do Sul e propõe representação comercial permanente na Ásia, preparação dos municípios da Rota e uma estratégia para exportar produtos de maior valor agregado.

Após agenda com árabes e chineses, Carlos Bernardo defende transformar Rota Bioceânica em corredor de indústria, emprego e investimentosEm São Paulo, candidato participou do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes e manteve contatos ligados à Câmara Brasil-China; após encontros, aponta falhas na promoção internacional de Mato Grosso do Sul e propõe representação comercial permanente na Ásia, preparação dos municípios da Rota e uma estratégia para exportar produtos de maior valor agregado..

A participação do empresário e candidato a deputado federal Carlos Bernardo na 5ª edição do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, em São Paulo, terminou com uma avaliação que vai além das oportunidades comerciais apresentadas durante o encontro: para ele, Mato Grosso do Sul precisa agir agora para evitar que a Rota Bioceânica transforme o Estado apenas em território de passagem de mercadorias.

Promovido pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o evento reuniu empresários, especialistas e representantes institucionais para discutir a nova agenda econômica entre Brasil e países árabes, com temas como comércio internacional, segurança alimentar, energia, logística, corredores de integração, agronegócio, indústria, economia digital e inteligência artificial.

Durante a passagem por São Paulo, Carlos também buscou informações ligadas às relações comerciais entre Brasil e China. Foi justamente do contato com essas duas frentes — o mercado árabe e o asiático — que ele afirma ter identificado um dos principais desafios para Mato Grosso do Sul: o Estado possui localização estratégica e uma nova infraestrutura internacional em formação, mas ainda precisa comunicar melhor seu potencial ao mundo e transformar essa vantagem geográfica em investimentos concretos.

“A Rota Bioceânica já é uma realidade. A questão agora é saber o que Mato Grosso do Sul fará com ela. Podemos simplesmente ver caminhões atravessando o Estado ou podemos usar essa nova posição para trazer indústria, tecnologia, centros de distribuição, processamento de alimentos e milhares de empregos”, defende Carlos Bernardo.

O mundo ainda conhece pouco o potencial da Rota

Nas conversas relacionadas ao mercado chinês, Carlos diz ter percebido uma diferença entre a importância que a Rota Bioceânica possui para Mato Grosso do Sul e o nível de informação que efetivamente estaria chegando aos empresários e investidores asiáticos.

Segundo ele, a percepção obtida durante os encontros é de que ainda existe pouca divulgação do corredor e das oportunidades econômicas que poderão surgir ao longo dele.

Para Carlos, essa ausência de informação ajuda a explicar por que grandes grupos industriais asiáticos continuam escolhendo outros Estados brasileiros para seus investimentos, mesmo diante da nova posição logística sul-mato-grossense.

Ele cita como exemplo a expansão no Brasil de fabricantes chineses de veículos, caminhões, ônibus, máquinas e equipamentos. Na avaliação do candidato, Mato Grosso do Sul precisa disputar esses investimentos, em vez de apenas observar sua instalação em grandes centros industriais já consolidados.

A solução defendida por Carlos é criar uma política permanente de diplomacia econômica e promoção internacional de Mato Grosso do Sul, envolvendo o Governo do Estado, municípios, entidades empresariais, Câmara de Comércio, ApexBrasil, Itamaraty e organismos de relacionamento bilateral.

“Nós temos uma oportunidade que talvez não apareça novamente nesta geração. Mato Grosso do Sul está mudando de posição no mapa do comércio internacional. Precisamos transformar essa posição em fábrica, emprego, renda e desenvolvimento para as nossas cidades.”

Entre as ideias apresentadas está a instalação de uma representação comercial permanente de Mato Grosso do Sul na China, com metas definidas para prospectar empresas, apresentar projetos, identificar compradores e acompanhar investidores interessados no Estado.

A proposta, segundo ele, não deveria funcionar como uma ação de governo sujeita a inauguração e abandono, mas como uma estrutura profissional de longo prazo, com objetivos, acompanhamento e resultados mensuráveis.

Porto Murtinho, Jardim e Campo Grande

Outro ponto levantado por Carlos é que os municípios diretamente influenciados pelo corredor precisam começar imediatamente a planejar o crescimento econômico que poderá acompanhar a nova logística internacional.

Porto Murtinho, porta brasileira da Rota Bioceânica, aparece como um dos pontos mais evidentes. Mas Carlos chama atenção também para Jardim, Campo Grande e outros municípios conectados aos eixos rodoviários e produtivos, que poderão disputar empresas de logística, processamento, armazenagem, manutenção, serviços, comércio exterior e indústria.

Na visão do candidato, construir estrada e aduana é apenas a primeira etapa. A segunda é preparar as cidades para receber investimento. Isso significa mapear áreas industriais, disponibilidade de energia, acesso rodoviário, telecomunicações, mão de obra, incentivos, licenciamento, capacidade habitacional, saneamento e serviços.

Carlos propõe ainda que municípios interessados em captar investimentos tenham materiais profissionais de apresentação econômica, produzidos em inglês, espanhol e mandarim, mostrando de maneira objetiva o que cada cidade oferece.

Em vez de apenas esperar que investidores descubram Mato Grosso do Sul, a estratégia seria identificar setores desejados e apresentar diretamente as oportunidades nos principais mercados.

“Porto Murtinho precisa mostrar o que oferece. Jardim precisa mostrar. Campo Grande precisa mostrar. Ponta Porã, Maracaju, Sidrolândia e qualquer município que queira indústria precisa ir atrás desse investimento”, afirmou.

A lógica defendida por Carlos é transformar a Rota Bioceânica em um corredor de desenvolvimento, e não apenas em um corredor de transporte.

A oportunidade árabe e o debate carnes

Um dos assuntos discutidos nos contatos com empresários árabes foi justamente a possibilidade de ampliar relações entre compradores do Oriente Médio e frigoríficos sul-mato-grossenses preparados para trabalhar de acordo com o protocolo halal.

Halal envolve um conjunto de requisitos e procedimentos compatíveis com as normas islâmicas, além das exigências sanitárias aplicáveis à produção e ao processamento dos alimentos.

Carlos vê nessa demanda uma oportunidade estratégica. A proposta é identificar frigoríficos e produtores interessados, ampliar certificações, facilitar contato com compradores e construir programas específicos de promoção da carne sul-mato-grossense nos países árabes.

Para o candidato, Mato Grosso do Sul precisa abandonar a ideia de competir apenas pelo menor preço. A estratégia deveria ser produzir para mercados específicos, compreendendo exatamente o produto que cada comprador deseja.

Europa, China, países árabes e outros grandes mercados possuem protocolos e preferências diferentes. Quanto maior for a capacidade do produtor sul-mato-grossense de atender a essas exigências, maior poderá ser o valor obtido pela produção.

Fonte: pontaporaemdia.com.br

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