Notícia

Governo congela R$ 31,3 bi do Orçamento de 2025

Compartilhar:
Cover Image

Cortes por órgãos serão detalhados no próximo dia 30.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento

O Orçamento de 2025 terá um congelamento de R$ 31,3 bilhões de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os Ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.

Desse total, R$ 20,7 bilhões serão contingenciados, bloqueados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário. Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 estabeleça meta de resultado primário zero (nem déficit nem superávit), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit de R$ 31 bilhões para este ano.

Os R$ 10,6 bilhões de gastos discricionários (não obrigatórios) restantes foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano. Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito de R$ 12,4 bilhões para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.

O congelamento dos R$ 31,3 bilhões será detalhado no próximo dia 30, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, justificou o bloqueio dos R$ 10,6 bilhões pelo crescimento dos gastos com a Previdência Social e com o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“O que está no nosso radar é a questão da Previdência, que ainda é um desafio no Brasil, apesar das reformas feitas, e a questão do BPC. É um programa [o BPC] que está com alto índice de judicialização. Não é uma competência exclusiva do Poder Executivo, que tem regras de concessão do benefício na forma da Constituição”, justificou Haddad.

Em relação ao contingenciamento de R$ 20,7 bilhões, Haddad explicou que a frustração de receitas levou à medida. A principal, ressaltou o ministro, é a insuficiência das medidas para compensar a desoneração da folha de pagamento, aprovadas pelo Congresso no ano passado.

“Esses [cerca de] R$ 20 bilhões do contingenciamento se devem ao fato de que ocorreram algumas circunstâncias posteriores ao encaminhamento do Orçamento. São fatos que precisam ser avaliados. O primeiro fato é que não houve a compensação da desoneração da folha, que ficou parada no STF [Supremo Tribunal Federal]. O segundo problema é a paralisação parcial da Receita Federal, que afeta o desempenho da arrecadação”, explicou.

O ministro acrescentou que a alta da taxa de juros também afetou a arrecadação neste ano, ao provocar a desaceleração da economia. “A taxa de juros prevista na elaboração do Orçamento não é a mesma em vigor atualmente”, comentou Haddad.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhar:

Comentários

sem comentários

Faça login ou cadastro para poder comentar

MATÉRIAS RELACIONADAS

Cover Image

Prefeito de Três Lagoas toma posso da presidência nacional da AMUSUH

O prefeito de Três Lagoas, Dr. Cassiano Maia, tomou posse como presidente nacional da Associação Nacional dos Municípios Sedes de Usinas Hidrelétricas e Alagados (AMUSUH), nesta terça-feira, 11 de março

Saiba mais
Cover Image

Câmara aprova projeto de direitos a mulheres com perdas gestacionais

A Câmara aprovou também, o projeto de lei nº 39 que cria política municipal para combater a degradação e desvalorização urbana devido a imóveis abandonados

Saiba mais
Cover Image

PGR denuncia Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo por coação

Denúncia foi feita no inquérito do STF que trata de atuação nos EUA

Saiba mais
Cover Image

Carlos Bernardo consolida pré-candidatura a deputado federal e amplia diálogo com a sociedade

A consolidação do projeto político também avançou no campo legal. Bernardo está com sua situação regularizada junto à Justiça Eleitoral

Saiba mais
Cover Image

1ª pesquisa de 2026 coloca Caravina entre os três deputados mais bem avaliados do Estado

O desempenho reflete a atuação consistente do parlamentar, que tem trajetória marcada pelo municipalismo e pela proximidade com as demandas da população

Saiba mais
Cover Image

Empresário Carlos Bernardo visita prefeito Eduardo Campos e discute projetos para a fronteira

Durante a reunião, diversos temas estratégicos foram abordados, com destaque para o projeto do hospital binacional de fronteira

Saiba mais