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Governo de MS mobiliza estrutura e amplia ações para conter avanço da chikungunya no Estado

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Ações de enfrentamento à chikungunya em todo o Estado.

Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

Estratégia integrada reúne assistência, diagnóstico, controle vetorial e apoio interinstitucional em Dourados e região

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), intensificou as ações de enfrentamento à chikungunya em todo o Estado, com foco nas regiões de maior incidência, especialmente em Dourados, município que concentra o maior número de casos e óbitos relacionados à doença no país.

De acordo com o Boletim Epidemiológico mais recente, o cenário é de atenção, com aumento expressivo de casos e maior pressão sobre a rede de saúde na região da Grande Dourados. Diante disso, o Estado estruturou uma resposta integrada, que envolve assistência, vigilância, diagnóstico, controle vetorial e articulação entre diferentes órgãos.

Na área assistencial, o Governo do Estado ampliou a capacidade de atendimento em Dourados com a abertura de 15 leitos exclusivos para pacientes com chikungunya no HRD (Hospital Regional de Dourados). Também foi implantado um fluxo emergencial de regulação para casos graves, reduzindo o tempo de resposta e permitindo o uso de mecanismos excepcionais para garantir acesso rápido aos serviços de saúde.

O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, ressaltou que a estratégia busca assegurar uma resposta completa à população. “Estamos atuando com monitoramento diário, apoio direto aos municípios e ampliação da capacidade de atendimento. Nosso objetivo é reduzir a transmissão e garantir o cuidado adequado aos pacientes, especialmente nas regiões mais afetadas”, afirmou.

A vigilância epidemiológica foi reforçada com monitoramento contínuo por meio da Sala de Situação e da atuação do COE (Centro de Operações de Emergência) estadual, que coordena as ações e possibilita respostas rápidas diante da evolução dos casos. O Lacen-MS (Laboratório Central de Saúde Pública) também atua no suporte diagnóstico, garantindo a confirmação oportuna dos casos.

Em Dourados, as ações contaram com o apoio da Força Nacional do SUS, em atuação conjunta com o Estado e o município. A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou a importância dessa integração. “Esse trabalho conjunto tem sido fundamental para ampliar a assistência e reorganizar a rede de atendimento, especialmente nas áreas mais vulneráveis, garantindo mais eficiência no enfrentamento da doença”, afirmou.

No combate ao mosquito, o Estado ampliou as ações de controle vetorial em todo o território. Em Dourados, as equipes atuam tanto na área urbana quanto nos territórios indígenas, com visitas domiciliares, eliminação de criadouros, aplicação de inseticidas e orientação à população.

As ações foram reforçadas com a capacitação de agentes de endemias, incluindo profissionais indígenas, e também com o apoio de militares do Exército, que passaram por treinamento específico para atuar no controle vetorial, ampliando a capacidade de resposta no município.

A atuação integrada conta ainda com o suporte da Defesa Civil estadual, que reforça a logística e a organização das ações em campo. A instituição atua na coordenação das frentes de trabalho, no apoio direto aos municípios e na agilização da execução das medidas, contribuindo para ampliar o alcance das atividades e garantir uma resposta mais eficiente à população.

Como parte das medidas de prevenção, Mato Grosso do Sul foi incluído na estratégia piloto de vacinação contra a chikungunya do Ministério da Saúde, com envio inicial de doses para os municípios de Dourados e Itaporã.

Paralelamente, a SES tem investido na qualificação dos profissionais de saúde, com capacitações voltadas ao diagnóstico e manejo clínico da doença, contribuindo para a redução de complicações e óbitos.

Além das ações do poder público, a SES reforça que a participação da população é fundamental para conter o avanço da chikungunya. A orientação é manter os quintais limpos e livres de recipientes que possam acumular água, verificar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, manter as caixas d’água bem tampadas e adotar medidas de proteção individual, como o uso de repelentes.

Em caso de sintomas como febre alta, dores no corpo e nas articulações, a recomendação é não se automedicar e procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para avaliação e orientação adequada.

O Governo do Estado segue monitorando diariamente o cenário epidemiológico e ampliando as estratégias de enfrentamento, com foco na redução da transmissão e na garantia de atendimento adequado à população sul-mato-grossense.

Por: Kamilla Ratier, Comunicação SES

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