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Incêndio possivelmente criminoso mata três indígenas em MS

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Três indígenas morrem carbonizadas e suspeita é de atentado.

Foto: Dourados News

Três mulheres foram carbonizadas, entre elas uma bebê de um ano e seis meses

Três pessoas morreram carbonizada na madrugada desta segunda-feira (31) em um barraco em uma área de retomada próximo da Aldeia Bororó, em Dourados - cidade localizada a 230 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com o portal Dourados News, no momento do incêndio possivelmente criminoso, estavam no barraco a idosa  Liria Batista, de 76 anos, Janaína Benites, 37, e uma bebê, identificada como Mariana Amarilia de Paula, de um ano e seis meses, filha de Janaína.

Equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG), Polícia Militar, Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e Polícia Científica estão no local realizando os levantamentos.

A suspeita é de que o incêndio tenha sido criminoso, mas ainda não há confirmação da perícia. O incêndio aconteceu na chamada Retomada Avaeté, um terreno próximo da Aldeia Bororó. No local vivem em torno de 20 famílias. 

A deputada federal Célia Xakriabá -  coordenadora da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas no Congresso Nacional ressaltou em nota que a região "sofre ataques recorrentes de latifundiários, que incluem o uso de produtos químicos contra as comunidades, a queima de casas, a destruição de roças e a criminalização de lideranças indígenas".

Violência Indígena

O relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, divulgado em julho de 2024, apontou que Mato Grosso do Sul é o estado com maior índice de violência contra a pessoa indígena (93) do Brasil.

As estatísticas apresentadas no relatório são referentes ao ano de 2023; o levantamento foi divulgado pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI). O levantamento apresenta seis categorias dentre elas Mato Grosso do Sul figura com dados negativos em três sendo elas:

Violência contra do patrimônio; Violência contra a pessoa; Assassinatos.

Em se tratando de assassinatos, o Estado segue na segunda posição entre os que mais matam indígenas, ficando atrás apenas de Roraima (RR).

Mantendo a linha preocupante do relatório do ano anterior, em 2023, o Estado segue na segunda posição entre os que mais matam indígenas, ficando atrás apenas de Roraima (RR).

Assassinatos de indígenas

Roraima com 47 Mato Grosso do Sul com 43 Amazonas com 36

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