Notícia

Lula reúne Brics para marcar posição sobre tarifaço, guerras e COP30

Compartilhar:
Cover Image

Lula defendeu resposta comum do Brics ao tarifaço, e Modi vai à China pela primeira vez em sete anos para reunião com Xi.

Foto: Li Xueren/Xinhua/picture alliance via Deutsche Welle

Líderes participam de cúpula virtual na manhã desta segunda (8). Brasil organizou encontro para discutir diferentes vertentes do multilateralismo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa na manhã desta segunda-feira (8) de uma reunião virtual com líderes de países do Brics — bloco de países emergentes do Sul Global. A reunião está marcada para 9h.

O encontro foi organizado pelo governo brasileiro, que está no comando rotativo do bloco: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Irã e Arábia Saudita.

Integrantes do governo afirmam que a cúpula não foi convocada para discutir somente o tarifaço dos Estados Unidos contra integrantes do Brics e outros países.

A previsão é que o presidente Lula faça uma declaração na abertura da reunião, como anfitrião do encontro virtual, e depois os demais participantes também falam.

O presidente Donald Trump sobretaxou em 50% produtos brasileiros para tentar interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).

A expectativa no governo é que Lula, durante a reunião, reforce a defesa da soberania brasileira, mas com um tom calibrado para não irritar Trump e dar pretexto a novas sanções dos EUA.

A cúpula se propõe a discutir diferentes perspectivas do multilateralismo, o que contempla a imposição de tarifas pelos EUA, guerras na Ucrânia e Gaza e a necessidade de reformas das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O encontro ocorre dois meses após a cúpula do Brics no Rio de Janeiro, período no qual as tensões aumentaram no cenário internacional, inclusive com críticas frequentes de Trump ao bloco.

A reunião não deve terminar com uma declaração oficial, porém a intenção é marcar posição sobre temas da agenda internacional, mas respeitando as nuances políticas de cada integrante do bloco na relação com os EUA e outros países. O governo avalia divulgar uma nota após o encontro com detalhes do que foi tratado na reunião.

COP 30 Lula também pretende reforçar o convite para que os países do Brics se engajem na COP 30, que será realizada em novembro em Belém.

O presidente aproveita fóruns internacionais para fazer esse apelo diante do desejo de destravar na COP a adoção de mecanismos que financiem a proteção de florestas e a transição energética.

O Brasil lançará na COP o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF na sigla em inglês), a fim de reunir recursos que serão repassados aos países em desenvolvimento que conservarem suas florestas.

Fonte: g1.globo.com

Compartilhar:

Comentários

sem comentários

Faça login ou cadastro para poder comentar

MATÉRIAS RELACIONADAS

Cover Image

Conclave começa no dia 7 de maio; entenda como vai funcionar

De acordo com o comunicado, o conclave vai acontecer na Capela Sistina do Vaticano, que permanecerá fechada para visitantes até que a eleição do novo pontífice

Saiba mais
Cover Image

Brasil aciona OMC contra tarifaço dos Estados Unidos

O governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos contra produtos produzidos no Brasil

Saiba mais
Cover Image

Lula recebe título de doutor honoris causa em Moçambique

Homenagem reconhece apoio do Brasil para a educação no país africano

Saiba mais
Cover Image

Países da UE aprovam acordo com o Mercosul

Aval abre caminho para que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assine o tratado na semana que vem

Saiba mais
Cover Image

Lula recebe Michelle Bachelet e reafirma apoio para ela chefiar ONU

Presidente brasileiro e ex-líder do Chile debateram cenário global

Saiba mais
Cover Image

EUA e Irã acertam acordo de paz, mas reabertura de Estreito de Ormuz não deve ser imediata; entenda

Canais diplomáticos estipulam prazo de até um mês para normalizar o tráfego marítimo na região; discussões nucleares continuarão.

Saiba mais