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María Corina Machado diz que ofereceu medalha do Nobel da Paz de presente para Trump

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Opositora venezuelana María Corina Machado chega à Casa Branca, em Washington, nos EUA, para reunião com Donald Trump.

Foto: Kylie Cooper/ Reuters

Instituto Nobel da Noruega afirmou que o Prêmio Nobel da Paz não pode ser transferido, compartilhado ou revogado, após Machado, laureada em 2025, sugerir o gesto para presidente dos EUA

A líder opositora da Venezuela, María Corina Machado, disse que ofereceu sua medalha do Prêmio Nobel da Paz para o presidente dos EUA, Donald Trump, durante sua visita à Casa Branca nesta quinta-feira (15).

Ela não respondeu a repórteres que perguntaram se Trump aceitou o presente

No último dia 5, Machado disse, em uma entrevista à Fox News, que entregar o prêmio a Trump seria um ato de gratidão do povo venezuelano pela remoção de Nicolás Maduro, presidente do país, capturado na semana passada pelos Estados Unidos.

Pouco depois, o Instituto Nobel da Noruega afirmou que o Prêmio Nobel da Paz não pode ser transferido, compartilhado ou revogado.

Em comunicado, o instituto afirmou que a decisão de conceder um Prêmio Nobel é definitiva e permanente, citando os estatutos da Fundação Nobel, que não preveem recursos.

A organização também ressaltou que os comitês responsáveis pela premiação não comentam ações ou declarações dos laureados após a entrega do prêmio.

“Uma vez anunciado, o Prêmio Nobel não pode ser revogado, compartilhado ou transferido para outros”, afirmaram o Comitê Nobel Norueguês e o Instituto Nobel Norueguês na sexta-feira. “A decisão é final e vale para sempre.” Trump, que há anos demonstra interesse em ganhar o prêmio e por vezes o associa a conquistas diplomáticas, disse que ficaria honrado em aceitá-lo caso Machado o oferecesse.

Oposição ao chavismo

A líder opositora venezuelana, de 58 anos, foi reconhecida “por seus esforços persistentes em favor da restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela ”.(leia mais abaixo). O prêmio totaliza 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões).

Machado, ex-deputada da Assembleia Nacional, foi impedida de concorrer às eleições gerais da Venezuela em 2024 por autoridades alinhadas a Maduro.

Ela apoiou um candidato substituto que foi amplamente considerado vencedor da votação, embora Maduro tenha declarado vitória. Auditorias independentes das urnas apontaram irregularidades nos resultados oficiais.

Fonte: g1.globo.com

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