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Palmeiras discorda de punições aplicadas pela Conmebol ao Cerro Porteño: 'Extremamente brandas'

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Luighi, do Palmeiras, foi vítima de racismo em jogo da Libertadores sub-20.

Foto: Reprodução/Sportv

Em nota, time paulista informa que acionará as entidades máximas do futebol mundial e levará o episódio às últimas instâncias

O Palmeiras discordou das punições aplicadas pela Conmebol ao Cerro Porteño pelo caso de racismo sofrido pelo atacante Luighi, na última quinta-feira, em uma partida da Copa Libertadores sub-20. A entidade aplicou uma multa de 50 mil dólares (cerca de R$ 288 mil) e portões fechados ao clube paraguaio pelo incidente.

Em nota, o time paulista afirma que as punições são extremamente brandas e tratam-se de "penas inócuas diante da gravidade dos fatos ocorridos e, portanto, insuficientes para combater os reiterados casos de discriminação racial no futebol sul-americano".

Por fim, o Palmeiras informa que acionará as entidades máximas do futebol mundial e levará o episódio às últimas instâncias para uma punição mais severa, com o objetivo do futebol sul-americano se tornar um ambiente de tolerância zero ao racismo.

Vale lembrar que a presidente do clube paulista, Leila Pereira, chegou a pedir a exclusão do Cerro Porteño da competição, mas o pedido não foi acatado pela entidade. Antes do pronunciamento da Leila, o Palmeiras já havia manifestado apoio aos jogadores por meio de nota oficial, dizendo que iria até as últimas instâncias para buscar punição aos responsáveis pelo ato.

— Vamos até as últimas instâncias para que o Cerro Porteño e para que os racistas e criminosos sejam punidos de forma exemplar. Vamos requisitar a exclusão do Cerro Porteño da competição porque não é a primeira vez que esse clube ataca nossos atletas e nossos torcedores. Em 2022, torcedores do Cerro ficaram imitando macacos para nossos torcedores e não aconteceu absolutamente nada. Em 2023, nossos atletas foram chamados novamente de macaco, e o Bruno Tabata foi punido por revidar a agressão — afirmou Leila.

A partida entre Palmeiras e Cerro Porteño, pela Libertadores Sub 20, na última quinta-feira, ficou marcada por um gesto racista contra os jogadores brasileiros, flagrado pela transmissão da TV. Um torcedor com uma criança no colo imitou um macaco em direção ao meia Figueiredo, que deixava o campo do Gunther Vogel para ser substituído.

Depois disso, Luighi também reclamou que foi alvo de ofensas racistas ao sair e avisou ao árbitro que fora chamado de "macaco". O jogo ficou paralisado por alguns minutos. O atacante de 18 anos chorou no banco de reservas, assim como no desabafo na entrevista.

— Vocês não vão me perguntar sobre o ato de racismo que ocorreu hoje comigo? É sério? Até quando vamos passar por isso? Me fala, até quando? O que fizeram comigo é crime, não vai perguntar sobre isso? — disse Luighi, em resposta à pergunta do repórter da transmissão oficial da Conmebol: — Vai me perguntar sobre o jogo? A Conmebol vai fazer o que sobre isso? Ou a CBF, sei lá. Você não ia perguntar sobre isso né? Não ia. É um crime o que ocorreu hoje. Isso aqui é formação, estamos aqui para aprender.

Leia a nota do Palmeiras "A Sociedade Esportiva Palmeiras discorda com veemência das punições extremamente brandas aplicadas pela CONMEBOL ao Cerro Porteño-PAR em razão dos ataques racistas sofridos por nossos atletas em jogo disputado pela Libertadores Sub-20, na quinta-feira (6), em Assunção, no Paraguai.

Com exceção da medida educativa adotada (campanha antirracista nas redes sociais do clube infrator), tratam-se de penas inócuas diante da gravidade dos fatos ocorridos e, portanto, insuficientes para combater os reiterados casos de discriminação racial no futebol sul-americano.

As sanções ao Cerro Porteño, em vez de servirem ao propósito de coibir um problema seríssimo, na prática demonstram a conivência das entidades com um crime que vem se repetindo incessantemente, bem como a falência de um sistema penal incapaz de punir com o rigor necessário os crimes de racismo cometidos dentro de campo e nas arquibancadas.

O Palmeiras reitera que acionará as entidades máximas do futebol mundial e levará o episódio às últimas instâncias para que o futebol sul-americano possa, enfim, tornar-se um ambiente de tolerância zero ao racismo.

As lágrimas do atacante Luighi não serão em vão!"

Fonte: oglobo.globo.com

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