Uma viagem clandestina de helicóptero carregado com quase 350 quilos de cocaína renderia US$ 20 mil a um dos pilotos presos neste sábado (25), em Mato Grosso do Sul. O valor corresponde a cerca de R$ 110 mil, considerando a cotação atual.
O destino seria o interior de São Paulo, mas o transporte terminou antes, com a aeronave interceptada na zona rural de Campo Grande e os dois ocupantes presos.
O acordo financeiro foi relatado após a abordagem. Um dos envolvidos afirmou que receberia os US$ 20 mil pelo transporte, enquanto o outro disse que teria direito a R$ 30 mil.
Os valores ajudam a dimensionar a estrutura montada para levar por via aérea uma carga milionária de entorpecentes entre Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A operação terminou com 345,8 quilos de drogas apreendidos, além do próprio helicóptero. Os dois homens, de 36 e 63 anos, foram detidos em flagrante durante ação envolvendo o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e a Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).
Voo chamou atenção da polícia
Antes da prisão, o helicóptero havia despertado a atenção de policiais que patrulhavam a zona rural de Maracaju. A aeronave foi avistada voando em baixa altitude depois de vir da direção da região de fronteira.
A movimentação considerada suspeita levou ao acionamento do apoio aéreo. O helicóptero Harpia, empregado pelo DOF, passou a acompanhar a aeronave até a região de Campo Grande.
Durante o acompanhamento, as equipes verificaram ainda que o helicóptero suspeito estava com o transponder desligado e sem registro de plano de voo junto ao controle de tráfego aéreo, conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência.
A perseguição avançou até a região de Anhanduí, distrito localizado ao sul de Campo Grande. Ali, a aeronave pousou em uma propriedade rural e os dois ocupantes acabaram abordados pelas forças de segurança.
Carga passava de 345 quilos
A dimensão do transporte apareceu após a vistoria. No interior do helicóptero havia centenas de tabletes, que somaram 345,8 quilos de entorpecentes.
Do total apreendido, 191,6 quilos eram de cocaína e 154,2 quilos de pasta-base, segundo o balanço divulgado sobre a operação.
As informações levantadas inicialmente apontam que a carga teria sido recolhida na região próxima à fronteira e seguiria para o Estado de São Paulo.
Caberá à investigação estabelecer o ponto exato de origem, quem providenciou o carregamento e quem seria responsável por recebê-lo no destino.
A polícia também deverá apurar a participação individual de cada um dos ocupantes e as circunstâncias da contratação. Os valores de US$ 20 mil e R$ 30 mil, mencionados pelos próprios envolvidos, passam a integrar os elementos que podem auxiliar na reconstrução da logística do transporte.
Fonte: correiodoestado.com.br
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