Notícia

STF determina fim de aposentadoria compulsória para juízes condenados

Compartilhar:
Cover Image

Primeira Turma confirmou decisão individual do ministro Flávio Dino.

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Primeira Turma confirmou decisão individual do ministro Flávio Dino

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (26) confirmar a decisão individual do ministro Flávio Dino que acabou com a aposentadoria compulsória como pena máxima a juízes condenados por faltas disciplinares graves, como venda de sentenças, corrupção, assédio sexual e moral, entre outras.

O colegiado negou um recurso apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e por dois magistrados que foram aposentados compulsoriamente e perderam o benefício.

No dia 16 de março, Dino determinou o fim da aposentadoria compulsória e alegou que a Emenda Constitucional n° 103, a última reforma da previdência, deixou de prever o benefício.

Pelo entendimento, após condenação à pena máxima pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Advocacia-Geral da União (AGU) deverá entrar com uma ação no Supremo para que o magistrado tenha a perda do cargo decretada.

Na sessão desta terça-feira, Flávio Dino reafirmou sua posição sobre a impossibilidade de condenação de magistrados à aposentadoria compulsória como pena administrativa mais grave. Nesses casos, o juiz recebe aposentadoria proporcional ao tempo de serviço.

“Se um juiz vende uma decisão judicial ou se um juiz mata alguém, esse juiz tem que ser punido. Se a punição é uma aposentadoria compulsória, quem está suportando o ônus da punição dele? A sociedade. A punição é para o contribuinte. O magistrado que cometeu um homicídio será sustentado pela coletividade", afirmou.

O fim da aposentadoria compulsória foi também foi chancelado pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Moraes afirmou que não tem sentido punir um juiz corrupto, por exemplo, com aposentadoria compulsória.

"A aposentadoria compulsória paga pelo contribuinte não é sanção", completou.

Punições

Em 20 anos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) condenou 126 magistrados à aposentadoria compulsória.

O CNJ foi criado em 2005 e é responsável pelo julgamento de faltas disciplinares cometidas por juízes e desembargadores.

Ao longo da história, o CNJ aplicou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). A norma definiu que são penas disciplinares a advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço e aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, a punição mais grave.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhar:

Comentários

sem comentários

Faça login ou cadastro para poder comentar

MATÉRIAS RELACIONADAS

Cover Image

Lula diz que prefeituras são alicerce para que a União dê certo

Presidente participou da abertura de evento com prefeitos em Brasília

Saiba mais
Cover Image

Caravina prestigia Fejunavi e anuncia investimentos para Naviraí

22ª edição da Fejunavi, tradicional festa junina da cidade de Naviraí

Saiba mais
Cover Image

Jovens vereadores aprovam cinco projetos de lei

O Parlamento Jovem 2025 aprovou cinco dos 14 projetos apresentados até o momento. Os jovens ainda terão mais uma sessão para debater os demais projetos

Saiba mais
Cover Image

Zeca cobra motivos da não renovação de convênios com hospitais do SUS pelo Governo de MS

O requerimento de Zeca do PT foi encaminhado ao Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Eduardo Corrêa Riedel, com cópia ao Secretário de Estado Saúde, Maurício Simões Corrêa

Saiba mais
Cover Image

Em MS, eleitor "nem-nem" também vai ajudar na definição de futuro presidente

Hoje, o eleitorado brasileiro tem 5 grupos: lulistas, bolsonaristas, esquerda não lulista, direita não bolsonarista e independentes

Saiba mais
Cover Image

Câmara aprova auxílio alimentação a servidores que fazem plantão mínimo de oito horas

Anteriormente, a legislação permitia o benefício para quem tivesse jornada mínima de 10 horas

Saiba mais