Mais uma vez institutos previdenciários sul-mato-grossenses estão sob a mira da Polícia Federal, através das operações Zehirut e Charitzut que, nesta quarta-feira (27) em dois municípios do Estado, apuram quase dez milhões de reais aplicados em letras financeiras do Banco Master e estão batizadas com nomes que fazem menção a princípios hebraicos da gestão de recursos públicos: diligência e prudência.
Na mira da Polícia Federal nesta quarta-feira (27) amanheceram dois municípios sul-mato-grossenses, para além da cidade de São Paulo (SP), sendo um total de dez mandados de busca e apreensão, distribuídos da entre as seguintes localidades:
07 (sete) - Angélica/MS 01 (um) - Fátima do Sul/MS 02 (dois) - São Paulo/SP
Segundo a PF, a suspeita paira sobre irregularidades em aplicações financeiras feitas por regimes próprios de previdência municipal dos municípios sul-mato-grossenses citados acima.
Há indícios de irregularidades nos investimentos feitos por esses municípios nas chamadas "Letras Financeiras" do banco privado, Master, ainda em 2024, com as atuais medidas cautelares incluindo também a "suspensão cautelar" do exercício das funções públicas de alguns dos investigados.
Calote milionário do Master em MS
Decretada a liquidação extrajudicial do Banco Master, em novembro do ano passado, o que ficou foi o rombo milionário regionalmente graças às aplicações de fundos de pensão na instituição ligada à Daniel Vorcaro.
Auditorias regionais apontam que o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Fátima do Sul (IpreFSul) investiu a maior parte desses quase dez milhões, cerca de R$7mi, enquanto o de Previdência dos Servidores de Angélica (IPA) aplicou R$2 milhões, ambos em "letras financeiras" no Banco Master há aproximadamente dois anos.
Ainda em agosto de 2024, questionando inclusive Camilla Nascimento durante seu evento de nomeação como candidata a vice-prefeita na chapa de Adriane Lopes (PP), que deixava o posto de chefe do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande, o Correio do Estado já abordava sobre o "risco" assumido pelo IMPCG ao arriscar R$3,7 milhões no Banco Master.
Sob o comando da atual vice-prefeita de Campo Grande, o IMPCG investiu cerca de R$ 3,7 milhões no Master, apesar de sindicalistas terem sido contrários à época, argumentando que as aplicações financeiras eram arriscadas, já que o banco era novo e não havia garantia de que teria condições de devolver o dinheiro caso entrasse em crise.
Fonte: correiodoestado.com.br
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