A história do enxadrista Orlando Silvestre Filho no Paraguai é marcada pela integração esportiva, pelo fortalecimento das relações entre clubes e pela construção de amizades que atravessam fronteiras. Desde a década de 1990, sua atuação contribui para aproximar enxadristas de Mato Grosso do Sul e do Paraguai, consolidando o conceito #XadrezSemFronteiras.
Em Assunção, Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, participou de torneios, cursos, encontros técnicos e projetos que fizeram do xadrez um instrumento de união entre brasileiros e paraguaios. Como presidente da Federação Sul-Mato-Grossense de Xadrez (FESMAX), também liderou delegações brasileiras em importantes competições internacionais, reforçando o intercâmbio esportivo no âmbito do Mercosul. Sua caminhada tornou-se referência pela dedicação ao esporte, à formação de novos enxadristas e ao fortalecimento das relações institucionais entre clubes e federações dos dois países.
Em Assunção, Orlando acumulou importantes conquistas esportivas e institucionais. Atuou como Chefe da Delegação Brasileira no Campeonato Mercosul Infantojuvenil realizado no tradicional Club Deportivo Puerto Sajonia, onde a equipe brasileira, formada majoritariamente por atletas de Corumbá e dirigida tecnicamente por Augusto Samaniego, conquistou o título da competição. Anos depois, retornou ao mesmo clube para vencer o Torneio de Ajedrez por Parejas, conquistando o 1º lugar na categoria +50 anos, representando os projetos #XadrezSemFronteiras e #XadreznaPraça.
Também conquistou o título de Campeão do Torneio da Academia de Ajedrez Bobby Fischer (#FamiliaABF), realizado na Sede Social do Banco Central del Paraguay, representando o Festival Folclórico Toro Candil 2019 e levando mais um troféu internacional para Mato Grosso do Sul. Em 2019 participou ainda do Curso de Formação de Instrutores Escolares da FIDE, promovido pela Federação Paraguaia de Xadrez, ampliando sua formação técnica e fortalecendo os vínculos com o xadrez escolar paraguaio.
Na região de fronteira, Orlando desempenhou papel decisivo na aproximação entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Foi um dos incentivadores da criação do Clube de Xadrez de Ponta Porã, considerado padrinho do projeto que deu origem ao histórico 1º Open de Xadrez da Fronteira, realizado com apoio de dirigentes brasileiros e paraguaios.
No Club Social Amambay, em Pedro Juan Caballero, conquistou o vice-campeonato de importante torneio em 2015, ficando atrás apenas do enxadrista Lilio Moreira.
Também foi vice-campeão do I Open Blitz 5 minutos do Clube de Xadrez de Ponta Porã, empatando em primeiro lugar na pontuação e decidindo a classificação apenas pelos critérios técnicos de desempate. Esses eventos consolidaram uma nova fase do intercâmbio esportivo entre as cidades-gêmeas, fortalecendo amizades e ampliando a cooperação entre clubes dos dois lados da fronteira.
Além das competições oficiais, Orlando cultivou fortes laços com instituições como o Círculo Iteño de Ajedrez, participou de encontros do tradicional Ajedrez Callejero em Assunção e manteve presença constante em atividades voltadas à formação e integração dos enxadristas paraguaios.
Seu legado vai muito além das medalhas e troféus: representa uma vida dedicada ao esporte como ferramenta de educação, amizade e integração sul-americana. A trajetória construída em Assunção, Pedro Juan Caballero e Ponta Porã demonstra que o tabuleiro pode aproximar culturas, unir povos e fortalecer os ideais do Mercosul.
De 1974 campeão de xadrez nos Jogos Salesianos do Colégio Dom Bosco até os JOMI 7a Região SP é muito longa a Caminhada.
Os Opens Pantanal em parceria com a Bolívia.
Por isso, Orlando Silvestre Filho permanece como um dos principais símbolos da cooperação enxadrística entre Brasil e Paraguai, inspirando novas gerações a seguirem o caminho do respeito, da convivência e da paixão pelo xadrez.
Fonte: Assessoria de Comunicação
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