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Dia D na fronteira com a Bolívia imuniza centenas e MS reforça bloqueio contra o sarampo

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A iniciativa concentrou esforços na região de fronteira, considerada uma das áreas mais sensíveis para o controle da doença.

Foto: Imunização SES

Em visita ao Estado, diretor do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde destacou desempenho de MS na vacinação contra o sarampo e atuação na região de fronteira

Após o alerta emitido em maio sobre o risco de reintrodução do sarampo pelas fronteiras com a Bolívia, o Governo de Mato Grosso do Sul intensificou as ações de enfrentamento à doença com mobilização em Corumbá e Ladário, entre os dias 9 e 31 de julho. A força-tarefa coordenada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) reuniu estratégias de vacinação, capacitação técnica e cooperação internacional, com destaque para o Dia D de imunização realizado no último sábado (26) e a doação de 20 mil doses da vacina tríplice viral ao governo boliviano.

A iniciativa concentrou esforços na região de fronteira, considerada uma das áreas mais sensíveis para o controle da doença. Somente em Corumbá, foram aplicadas 1.050 doses contra o sarampo ao longo do mês, sendo 280 apenas no Dia D. A mobilização também levou proteção contra outras doenças: 143 doses contra hepatite B e 168 contra Influenza foram aplicadas no mesmo dia.

Em Ladário, o Dia D resultou na vacinação de 70 pessoas contra o sarampo, alcançando 116 doses considerando-se as aplicadas entre os dias 11 e 24 de julho. Ao todo, 161 pessoas procuraram as unidades de saúde, sendo orientadas quanto à atualização do esquema vacinal.

“Mato Grosso do Sul é um estado que melhorou a cobertura vacinal nos últimos anos. Inclusive para vacina contra o sarampo, em crianças menores de 2 anos, o Estado bateu meta. Então, é um estado que trabalha muito bem na prevenção”, elogiou o Diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, que na última semana esteve em Campo Grande.

Reuniões técnicas e esforço conjunto

As ações coordenadas contra o sarampo foram acompanhadas pela equipe do PNI (Programa Nacional de Imunizações) entre os dias 24 e 26 de julho, que participou de articulações com a SES e gestões municipais. Nos dias 24 e 25, 160 profissionais participaram de reuniões técnicas e seminários realizados em Campo Grande e Corumbá, fortalecendo a qualificação das equipes que atuam diretamente na ponta.

Para o gerente estadual de imunização, Frederico Moraes, a resposta articulada do Estado vem sendo decisiva. “Estamos tratando de uma doença erradicada no Brasil desde 2016 e que voltou a ameaçar por causa da queda na cobertura vacinal e da proximidade com países que enfrentam surtos. Nosso papel é agir rápido, proteger as pessoas e evitar que o vírus se espalhe novamente. A fronteira é o nosso ponto mais vulnerável, por isso esse esforço concentrado”, ressaltou.

De acordo com ele, a proposta é atuar de modo conjunto na qualificação dos profissionais e paralelamente ampliar cobertura vacinal. “Nosso estado vacina muito bem em relação à tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Mas por conta da situação de alerta, temos na região de Corumbá a implementação da dose zero, voltada para as crianças de 6 a 11 meses de idade. Essa dose extra não substitui as aplicações dos 12 e 15 meses, mas funciona como um escudo temporário para os bebês que ainda não completaram o esquema vacinal”, explicou.

Bloqueio vacinal

O Governo de MS também realizou a entrega de 20 mil doses da tríplice viral à Bolívia no dia 24 de julho, em Corumbá. A ação teve apoio do Ministério da Saúde e do PNI e simboliza o entendimento de que a saúde pública precisa ultrapassar fronteiras para ser eficaz.

“O sarampo não obedece às fronteiras e eventualmente a pessoa pode se expor mesmo em outras cidades”, alertou o diretor do PNI, sobre a importância do trabalho integrado que vem sendo desenvolvido. “Essa ação é um exemplo de que saúde pública se faz com articulação, ciência e responsabilidade coletiva. E se faz sem fronteiras”, finalizou o gerente de Imunização da SES.

Por: Danúbia Burema e Helton Davis, Comunicação SES

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