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Em um mês e meio, MPMS faz devassa contra corrupção na 4ª prefeitura

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Investigadores do MPMS não divulgaram os endereços dos mandados de busca e apreensão nem o nome das pessoas presas.

Foto: Divulgação

Desta vez, o alvo dos investigadores foi a prefeitura de Itaporã. Justiça emitiu três mandados de prisão e seis de busca e apreensão

Depois das recentes operações do Ministério Público que revelaram supostos esquemas de corrupção nas prefeituras de Terenos, Miranda e Bonito, nesta quinta-feira (23) uma nova operação está tendo como alvo a prefeitura de Itaporã, onde foram cumpridos três mandados de prisão e seis de busca e apreensão. 

De acordo com a assessoria do MPMS, o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com apoio do Gaeco, deflagrou a “Operação Fake Cloud” para cumprir os mandados nas cidades de Campo Grande, Corumbá e Itaporã. 

Os mandados judiciais foram concedidos depois que a promotoria de Itaporã descobriu uma suposta organização criminosa que praticava fraudes em contratações públicas e estava envolvida em corrupção ativa e passiva.

A investigação constatou a existência de um grupo criminoso estruturado que atua fraudando, sistematicamente, processos de contratações públicas por dispensa de licitação, voltados ao fornecimento de licença de sistemas de backup de dados em armazenamento em nuvem para o Poder Executivo Municipal de Itaporã, desde 2022.

Naquele ano, o prefeito de Itaporã era Marcos Pacco (PSDB). Porém, o candidato dos tucanos perdeu a eleição do ano passado e desde o começo de 2025 o município é comandado pelo prefeito Tiago Carbonaro, do PP. O MPE não informou se o suposto esquema de fraudes passou de uma administração para outra. 

De acordo com a investigação, após negociações ilícitas dos empresários com agentes públicos, diversos processos foram simulados e direcionados para beneficiar determinada empresa, mediante propostas fictícias e exigências técnicas previamente elaboradas para restringir a concorrência. 

O papel dos agentes públicos, em conluio com os empresários, consistia em fornecer informações privilegiadas e organizar a fraude procedimental, com vistas ao sucesso do grupo criminoso, em contrapartida a constantes recebimentos de vantagens indevidas.

“Fake Cloud”, termo que dá nome à operação, traduz-se da língua inglesa como “nuvem falsa”, e faz alusão aos objetos dos contratos, o backup de dados em armazenamento em nuvem, o que não era fornecido ao ente público.

Desde o começo do ano, já são pelo menos 12 prefeituras que foram alvo de operações do MP. Quatro destas operações ocorreram desde o dia 9 de setembro, dia em que o prefeito de Terenos chegou a ser preso. Dias depois foi solto, mas está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. 

Semanas depois, em 1º de outubro,  o MPE  desencadeou a  “Operação Copertura”, tendo como objetivo o cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão para tentar desmantelar um suposto esquema de corrução na prefeitura de Miranda. 

Uma semana mais tarde, em 10 de outubro, o alvo foi a prefeitura de Bonito, onde ocorreu a operação Águas Turvas. Naquele dia os investigadores foram para as ruas para cumprir quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão. Um dos principais alvos havia sido preso dias antes na operação de Terenos, revelando elo entre as fraudes em diferentes cidades. 

Fonte: correiodoestado.com.br

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