Notícia

Maioria do STF mantém Moraes, Dino e Zanin em julgamento de Bolsonaro

Compartilhar:
Cover Image

Até o momento, sete dos 11 ministros se manifestaram.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quarta-feira (19) para rejeitar os recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro e do general Braga Netto

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quarta-feira (19) para rejeitar os recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro e do general Braga Netto para impedir os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin de atuarem no julgamento da denúncia sobre a trama golpista.

Até o momento, sete dos 11 ministros se manifestaram para manter os ministros no julgamento e para confirmar a competência da Primeira Turma, e não do plenário para julgar a denúncia.

A análise do caso ocorre em sessão virtual, que será encerrada às 23h59 desta quinta-feira (20). Na modalidade virtual, os ministros depositam os votos no sistema eletrônico de votação e não há deliberação presencial.

No mês passado, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, negou os pedidos da defesa de Jair Bolsonaro para declarar impedidos os ministros Zanin e Dino. Em seguida, os advogados do ex-presidente recorreram da decisão e pediram que o caso fosse analisado pelo plenário.

Os advogados apontaram que Flávio Dino entrou com uma queixa-crime contra Bolsonaro quando ocupou o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública nos primeiros meses do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e antes de chegar ao Supremo.

No caso de Zanin, a defesa do ex-presidente diz que, antes de chegar à Corte, o ministro foi advogado da campanha de Lula e entrou com ações contra a chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022.

Da mesma forma, o presidente do STF negou solicitação da defesa de Braga Netto para afastar o relator da denúncia, ministro Alexandre de Moraes, do caso. Para os advogados, o ministro é apontado como uma das vítimas da trama e não pode julgar o caso.

Julgamento A denúncia contra Bolsonaro, Braga Netto e mais 32 acusados será julgada no dia 25 deste mês pela Primeira Turma. Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, o ex-presidente e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.

A turma é composta pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação deve ser julgada pelo colegiado.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhar:

Comentários

sem comentários

Faça login ou cadastro para poder comentar

MATÉRIAS RELACIONADAS

Cover Image

Alcolumbre vê avanço para exploração de petróleo na Foz do Amazonas

Instituto reafirma que ainda não há decisão sobre a margem equatorial

Saiba mais
Cover Image

Com foco no mercado de trabalho, Governo de MS lança plataforma MS Qualifica Digital

A plataforma inovadora "MS Qualifica Digital", que integra qualificação profissional e empregabilidade, foi lançada hoje (30) pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

Saiba mais
Cover Image

Justiça afasta do cargo Wanderlei Barbosa, governador do Tocantins

Decisão é do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e vale por seis meses e será analisada pela Corte

Saiba mais
Cover Image

Tonhão propõe campanha permanente de prevenção ao suicídio nas escolas de Três Lagoas

A proposta foi encaminhada ao prefeito Dr. Cassiano Rojas Maia e à secretária municipal de Educação e Cultura, Angela Brito

Saiba mais
Cover Image

Tiago Botelho cobra ao governador curso de Medicina na UEMS em Dourados com a abertura da Policlínica e do Hospital Regional

A ministra Simone Tebet endossou o pedido feito por Tiago Botelho.

Saiba mais
Cover Image

Agronegócio de MS e nacional quer o nome de Tereza como pré-candidata a vice-presidente da República

O setor produtivo rejeita qualquer nome do clã Bolsonaro para concorrer à Presidência ou à Vice-Presidência da República em decorrência da alta rejeição

Saiba mais