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Nova espécie de Perereca Macaco é descoberta no Parque do Pombo em Três Lagoas

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Perereca Macaco encontrada no Parque do Pombo pertence.

Foto: Divulgação

A Perereca Macaco, pertencente ao gênero Pithecopus, destaca-se por seu comportamento singular de reprodução

O Parque Natural Municipal do Pombo, um dos maiores complexos de preservação de vegetação e fauna do Cerrado em Mato Grosso do Sul, foi palco de uma importante descoberta científica. Pesquisadores das universidades UFMS, UNICAMP e UNESP identificaram uma nova espécie de Perereca Macaco durante uma expedição realizada no local.

A pesquisa foi conduzida pelos cientistas Sarah Mangia e Diego Santana, da UFMS, integrantes do Laboratório de Biologia e História Natural de Anfíbios e Répteis (Mapinguari) e Thiago Pezzuti, da UNESP. A pesquisa é uma parceria com os especialistas do grupo que fizeram a primeira identificação atrás de análises de DNA, Rafael Magalhães da UFSJ e Raíla Araújo da UFMG.

Durante o estudo, os pesquisadores confirmaram que a Perereca Macaco encontrada no Parque do Pombo pertence a uma espécie desconhecida pela ciência, que agora está em processo de descrição e nomeação oficial.

A Perereca Macaco, pertencente ao gênero Pithecopus, destaca-se por seu comportamento singular de reprodução. Diferente de outros anfíbios, essa espécie coloca seus ovos em folhas, dobrando-as para protegê-los. Quando os girinos se desenvolvem, caem na água e completam seu ciclo de vida. Além disso, esses animais possuem coloração vibrante, com tons esverdeados e padrões coloridos nas pernas e flancos, tornando-se um importante símbolo da biodiversidade local.

Além dessas pesquisas para a descoberta de novas espécies e de informações de distribuição das espécies, a equipe no parque também estudava diversos aspectos ecológicos dos anfíbios e répteis da região. Entre esses estudos, o pesquisador Juan Carrillo, da UNICAMP, participava com projetos sobre comportamento animal, e o professor Luciano Anjos liderava as pesquisas sobre a ecologia do parasitismo em anfíbios.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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