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Novos drones sobrevoam maior base militar da Dinamarca, e UE planeja 'muro antidrones'

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Radar de drones monitora céus na região de Dragoer, na Dinamarca, perto da fronteira com a Suécia, em 26 de setembro de 2025.

Foto: Steven Knap/Ritzau Scanpix via AP

Governo dinamarquês acusa Rússia por onda de drones de origem desconhecida. Nesta semana, aeroporto de Copenhague fechou também por sobrevoo de aeronaves do tipo. Ministros da Defesa de países da UE debatem técnicas para aumentar defesa aérea

Em um novo episódio da "crise dos drones" que vem escalando na Europa nas últimas semanas, novas aeronaves não tripuladas de origem desconhecida foram avistadas na noite de sexta-feira (26) sobre a maior base militar da Dinamarca, informou a polícia local neste sábado (27).

O episódio é o mais recente de uma série de sobrevoos de aeronaves do tipo nos céus da Dinamarca e de países da Europa nos últimos dias, que levantaram suspeitas de uma ofensiva coordenada. Os governos locais falam de um "ataque híbrido" da Rússia, que nega (leia mais abaixo).

Também neste sábado, o ministro da Defesa da Alemanha, Alexander Dobrindt, afirmou que a ameaça de drones de origem desconhecida sobrevoando pontos estratégicos da Europa passou a ser alta. E disse que o Exército alemão, um dos mais poderosos da União Europeia, vai "tomar medidas para se defender.

Na Dinamarca, os drones avistados na sexta sobrevoaram a base militar de Karup, que fica no norte do país, por "várias horas", segundo disse o policial responsável pela área, Simon Skelsjaer, à agência de notícias AFP.

"Um ou dois drones foram vistos do lado de fora da base aérea e acima dela", afirmou. Skelsjaer disse que os drones não foram derrubados, mas que a polícia disse que investiga o caso com o Exército. O aeroporto de Midtjylland, perto da base, teve de fechar brevemente, acrescentou o policial.

Os voos de drones começaram dias depois de a Dinamarca anunciar que adquiriria armas de precisão de longo alcance pela primeira vez, argumentando que a Rússia representaria uma ameaça "nos próximos anos". O país nórdico é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que prevê defesa de seus integrantes em casos de ataque de terceiros países.

'Muro antidrone'

Por conta das ameaças constantes, o Exército dinamarquês vem colocando radares móveis perto de bases militares, com a de Amager, nos arredores de Copenhague e perto da fronteira com a Suécia (veja imagem acima).

O ministro da Justiça dinamarquês, Peter Hummelgaard, afirmou nesta semana que seu país também ganhará novas capacidades para detectar e neutralizar drones. Na sexta, o governo do país anunciou que aceitou uma oferta da Suécia de fornecer sua tecnologia antidrones para a segurança de uma cúpula de chefes de governo europeus na quarta-feira (1º) e quinta-feira (2).

Mas a Dinamarca não é o primeiro país a ser alvo de sobrevoos de drones de origem desconhecida sobre pontos estratégicos nas últimas semanas. Só em setembro, houve episódios semelhantes na Polônia e na Romênia.

E, em paralelo, ministros da Defesa de países da UE concordaram na sexta-feira (26) que a criação de um "muro antidrones" é uma prioridade.

"Precisamos agir rapidamente", disse o comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, em entrevista à AFP. "E precisamos aprender todas as lições da Ucrânia e construir esse muro antidrones com a Ucrânia."

'Provocação encenada'

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou em uma mensagem de vídeo na quinta-feira (25) que o país foi "vítima de ataques híbridos", referindo-se a uma forma de guerra não convencional, apontando diretamente para a Rússia.

"Há um país que representa uma ameaça à segurança da Europa, e esse país é a Rússia", declarou. Moscou rejeitou "firmemente" qualquer envolvimento nos incidentes na Dinamarca. A Embaixada da Rússia em Copenhague chamou os eventos de "provocação encenada" em uma mensagem publicada nas redes sociais.

O ministro da Justiça dinamarquês, Peter Hummelgaard, declarou no início desta semana que o objetivo desses ataques era "semear o medo, criar divisões e nos assustar".

Fonte: g1.globo.com

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