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Operação apreende quase 1 tonelada de emagrecedores irregulares avaliados em R$ 10 milhões

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O material apreendido é avaliado em mais de R$ 10 milhões.

Foto: Divulgação

Fiscalização contínua identifica envio escondido em encomendas e até alimentos para burlar controle sanitário

Quase uma tonelada de ampolas e canetas emagrecedoras irregulares foi retirada de circulação em pouco mais de dois meses e meio de fiscalização no Centro de Distribuição e Triagem dos Correios, em Campo Grande. O material apreendido é avaliado em mais de R$ 10 milhões, conforme estimativa baseada no preço ao consumidor.

A maior parte das encomendas tinha como destino estados do Nordeste, o que indica uso da estrutura logística para distribuição em larga escala de produtos sem autorização sanitária.

A operação, chamada Visa-Protege, começou em fevereiro e mantém ações diárias, com atuação conjunta da Vigilância Sanitária Estadual e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O foco é interceptar produtos irregulares antes que cheguem ao consumidor.

Durante as abordagens, fiscais identificaram tentativas de ocultação das substâncias. Parte dos itens era enviada misturada a outros produtos e até escondida em alimentos. Também foram constatadas falhas no armazenamento, como ausência de controle de temperatura e falta de informações sobre origem.

Entre as irregularidades verificadas estão a ausência de registro sanitário, problemas de rotulagem e suspeita de substâncias sem comprovação de segurança. Esses fatores ampliam os riscos para quem utiliza esse tipo de produto.

Segundo o fiscal da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Moreira Pirolo, a continuidade das ações tem permitido avançar além das apreensões. “A fiscalização permanente permite não apenas retirar esses produtos de circulação, mas também identificar padrões de envio e avançar na responsabilização dos envolvidos. É uma atuação baseada em rotina, inteligência e integração entre as instituições”, afirma.

O material recolhido está armazenado sob responsabilidade da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e deverá ser incinerado nas próximas semanas, seguindo protocolos sanitários. Paralelamente, dados de remetentes e destinatários estão sendo repassados às autoridades policiais.

As investigações apuram possíveis crimes relacionados à saúde pública, ao consumo e ao exercício irregular de atividades profissionais, diante de indícios de atuação organizada na distribuição desses produtos.

A força-tarefa reúne diferentes órgãos, incluindo a Vigilância Sanitária Estadual, a Anvisa, a CVPAF-MS (Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras de Mato Grosso do Sul), o CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul) e os Correios.

Fonte: oestadoonline.com.br

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