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PF e PRF prendem ex-presidente do Rioprevidência

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Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso em Itatiaia, no RJ.

Foto: Reprodução/TV Globo

No dia 23 de janeiro, Deivis Marcon Antunes renunciou ao cargo de presidente após uma operação da Polícia Federal que apura fraudes no fundo dos servidores do RJ. As investigações envolvem investimentos no Banco Master. Defesa de Deivis disse que não vai

O ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes foi preso nesta terça-feira (3) por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro.

Após retornar dos Estados Unidos, Deivis desembarcou no Aeroporto de Guarulhos e alugou um carro para seguir ao Rio de Janeiro. No trajeto, ele foi interceptado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Itatiaia e encaminhado à delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda, de onde será levado ao Rio.

Deivis foi preso durante a segunda fase da Operação Barco de Papel, deflagrada pela PF, que cumpriu 3 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão no RJ e em SC.

Os mandados foram decretados pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

Procurado, o advogado Paulo Klein, responsável pela defesa de Deivis, disse que não vai se manifestar.

Os outros dois alvos da operação são os irmãos Rodrigo Schmitz e Rafael Schmit. Eles foram presos por policiais federais do Grupo de Capturas da Delegacia de Polícia Federal em Itajaí (SC) em um escritório de advocacia de um familiar, em Itapema.

Segundo a investigação, os irmãos teriam auxiliado o ex-presidente na retirada de documentos de um apartamento no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio, e na transferência de dois veículos de luxo (um Porsche e uma BMW).

Imagens de câmeras de monitoramento mostram os dois deixando o apartamento no dia 15 de janeiro, data em que, de acordo com a PF, o ex-presidente já tinha conhecimento das investigações em andamento.

Deivis comandava o Rioprevidência — Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro — até o dia 23 de janeiro, quando renunciou ao cargo após uma operação da Polícia Federal para apurar suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado do Rio de Janeiro. As investigações envolvem investimentos no Banco Master.

Na gestão de Deivis e de outros dois ex-diretores, o fundo de previdência do Rio investiu quase R$ 1 bilhão em letras financeiras do Banco Master: são títulos de investimento de alto risco que não contam com a cobertura do fundo garantidor de crédito.

As investigações se concentram em nove aplicações no Master entre 2023 e 2024 que, segundo a PF colocaram em risco o dinheiro das aposentadorias e das pensões de 235 mil servidores públicos do estado do Rio.

Há mais de um ano, os aportes do Rioprevidência no Master estão na mira do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ). Em outubro de 2025, o Tribunal proibiu o Rioprevidência de investir em títulos administrados pelo banco e alertou para possível gestão irresponsável de recursos.

Na primeira fase da operação, deflagrada em 23 de janeiro, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento de Deivis e identificou movimentações suspeitas, como a retirada de documentos do imóvel, a manipulação de provas digitais e a transferência de bens, incluindo dois veículos de luxo, para terceiros.

Aportes de R$ 1 bi

O diretor-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes — Foto: Rioprevidência/Divulgação

O Rioprevidência afirmou ter feito nos últimos anos aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro. A PF considera que essas operações financeiras, supostamente irregulares, “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

O fundo estadual é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões.

“A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, declarou a PF.

O Master está em liquidação extrajudicial desde novembro, depois que o banco central apontou insolvência e suspeitas de fraude. A PF apura suspeitas de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.

Fonte: g1.globo.com

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