Notícia

PF faz buscas por armas e munição na casa de Bolsonaro

Compartilhar:
Cover Image

Foto de arquivo: o ex-presidente Jair Bolsonaro fez uma aparição de cerca de 20 minutos na manhã desta quinta- feira, 11 de setembro de 2025.

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Mandado também previa busca e apreensão de acessórios e documentos de registro. Segundo defesa do ex-presidente, nada foi encontrado

A Polícia Federal (PF) fez buscas na manhã desta quarta-feira (8) por armas na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo informou a defesa dele.

O mandado previa a busca e apreensão de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro, mas, ainda segundo os advogados, nada foi encontrado.

A informação foi confirmada pela Polícia Federal minutos depois, mas os investigadores não deram detalhes.

A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que apontou divergências entre as armas entregues e as registradas em nome do ex-presidente (entenda mais abaixo).

Segundo interlocutores da PF, as buscas na casa do ex-presidente, que fica no Jardim Botânico, em Brasília, foram rápidas e levaram menos de uma hora.

Já de acordo com documento protocolado no STF, as buscas duraram algo em torno de uma hora e meia, das 7h às 8h30. O documento confirma também que nenhum armamento foi encontrado no local.

Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes inicialmente por 90 dias, e, posteriormente, prorrogada. A prisão domiciliar foi autorizada para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia.

Decisão de Moraes

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, as informações desencontradas quanto ao número de armas em nome do ex-presidente motivaram as buscas.

"Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado", afirmou Moraes. O ministro destacou ainda que a permanência de armas na posse de Bolsonaro é uma situação incompatível com a medida de prisão domiciliar.

"A permanência de armas de fogo em poder do executado, quando já determinada sua entrega integral, revela situação incompatível com a ordem judicial anteriormente proferida e justifica a adoção de medida constritiva destinada exclusivamente à localização e apreensão de armamentos remanescentes", prossegue.

Nesse sentido, Moraes reforçou a ação de busca e apreensão como algo "imprescindível", "a fim de assegurar o efetivo cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas de fogo".

O ministro acrescentou que o objetivo da medida foi o de "afastar qualquer dúvida quanto à permanência de armamentos sob a posse, direta ou indireta, do condenado".

Manutenção da prisão domiciliar e entrega de armas Na sexta passada, Moraes decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar, após o fim do prazo inicial de 90 dias.

O ministro também determinou a revogação do Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente "bem como a imediata apreensão de todas as armas de fogo a ele vinculadas".

Nessa decisão, Moraes afirmou que a atual condição do ex-presidente é incompatível com a posse de armas de fogo e detalhou o armamento que deveria ser entregue.

A medida foi tomada após uma pistola registrada em nome de Bolsonaro ter sido apreendida em uma blitz no Distrito Federal.

RELEMBRE: Bolsonaro depôs por 5 minutos e repetiu que queria 'consertar' arma apreendida em blitz, diz defesa

Em resposta à decisão de Moraes, a defesa de Bolsonaro informou que, das 10 armas mencionadas na primeira decisão, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023 por determinação do TCU e oito estariam guardadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Diante dessa informação, Moraes determinou que o próprio Exército entregasse as oito armas à Polícia Federal no prazo de 48 horas. A PF também deveria confirmar a guarda das duas armas já entregues anteriormente.

No último domingo, contudo, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informou ao STF que não estava com duas das oito armas que a defesa havia indicado.

Segundo os militares, apenas seis armas foram efetivamente entregues à PF.

Reação de Flávio

Nos Estados Unidos após participar de uma audiência pública sobre o tarifaço, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, comentou a ação.

Flávio classificou a busca e apreensão como "desnecessária". Disse também que foi algo "ruim" e "constrangedor" para a família, que, segundo ele, está "sofrendo".

Flávio também mencionou acreditar que a busca e apreensão é "uma cortina de fumaça" em meio ao cenário eleitoral e afirmou que a arma do pai apreendida na blitz é legalizada.

Fonte: g1.globo.com

Compartilhar:

Comentários

sem comentários

Faça login ou cadastro para poder comentar

MATÉRIAS RELACIONADAS

Cover Image

Casos de violência doméstica aumentam e mais de 300 são monitorados por tornozeleira eletrônica

Foram registrados 736 casos de violência doméstica em janeiro

Saiba mais
Cover Image

Operação da PF aponta fraude em contratos milionários na Educação de MS

Conforme a investigação relativa a dois contratos, que somam R$ 20 milhões, servidores da Secretaria de Estado de Educação recebiam propina de 5%

Saiba mais
Cover Image

Quadrilha tentava levar cocaína para a Europa em portas de madeira

Agentes apreenderam quase 400 quilos de substância "escondida" entre cargas lícitas

Saiba mais
Cover Image

Operação da PF prende suspeito de abuso sexual no interior do Estado

A prisão aconteceu em Corumbá e faz parte da 18ª fase da Operação Nicolau

Saiba mais
Cover Image

Operação no Rio contra facções criminosas já registra 64 mortes

Entre os mortos no confronto estão policiais civis e do Bope

Saiba mais
Cover Image

PF cumpre mandados em MS contra grupo investigado por contrabando e lavagem de dinheiro

Operação Aliança II mira organização criminosa que atuava na fronteira brasileira; ações ocorrem em MS, Paraná e São Paulo

Saiba mais