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Polícia Federal fecha cerco contra fraude no auxílio emergencial em MS

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Polícia Federal fecha cerco contra fraude no auxílio emergencial em MS.

Foto: Arquivo / Agência Brasil

A operação ocorreu na manhã desta terça-feira (12), após a investigação apontar que os suspeitos cadastraram irregularmente pessoas para receber o benefício e ficavam com o dinheiro

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), um mandado de busca e apreensão contra um grupo que cometeu fraudes para receber o auxílio emergencial em Dourados, município localizado a 225 quilômetros de Campo Grande.

Conforme divulgado pela PF, a investigação começou após a Caixa Econômica Federal denunciar o acesso indevido ao sistema do governo federal, no qual eram feitos cadastros irregulares de beneficiários do programa.

Assim que o dinheiro entrava nas contas abertas ilegalmente, - não foi divulgado o número de envolvidos no esquema - os investigados se apropriavam dos valores de forma a ocultar para quem o benefício realmente ia parar.

A investigação, que recebeu o nome de Antes Tarde do que Nunca, também identificou a emissão de boletos bancários fraudulentos e a abertura de contas em lojas digitais, tudo em nome de terceiros, numa tentativa de dificultar a identificação dos reais beneficiários da fraude.

Outras operações

Em 2022, conforme noticiado pelo Correio do Estado no dia 28 de julho, em mais uma ação da Polícia Federal, que recebeu o nome de Operação Contritio Fiduciae, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 milhão e cumpriu mandado de busca e apreensão contra uma funcionária da Caixa Econômica Federal em Ivinhema, no interior do Estado.

Segundo a PF, as verbas públicas destinadas ao repasse do auxílio emergencial eram desviadas por ela para contas de terceiros. A decisão judicial determinou que os recursos obtidos clandestinamente fossem devolvidos.

Apurações anteriores da Polícia Federal indicaram que a investigada gerou dezenas de benefícios falsos, aproveitando-se do repasse, além de ajudar pessoas próximas ligadas ao esquema.

A oitiva da investigada em Ivinhema ocorreu mediante determinação da 2ª Vara Federal de Dourados. A PF informou que a mulher não residia em Ivinhema e que prestou serviços à Caixa Econômica Federal em outro município do Estado, sendo localizada em Ivinhema apenas no momento da operação.

Um mês depois, no dia 12 de julho do mesmo ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Miser Fraudis contra um homem que não teve o nome divulgado, no município de Batayporã.

A busca e apreensão foi realizada na residência do suspeito, identificado como responsável por diversas fraudes ao sistema Caixa Tem, utilizado para o pagamento do auxílio emergencial.

As investigações apontaram que o homem desviava valores de terceiros por meio da emissão de boletos e transferências para contas criadas especificamente para esse fim.

O suspeito pode responder por crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa, com penas que, somadas, podem chegar a oito anos de prisão.

A operação recebeu o nome Miser Fraudis em alusão ao fato de a fraude ter sido cometida contra um benefício social federal, que tem por objetivo amenizar a situação de miséria de parte da população em decorrência da pandemia de Covid-19.

Fonte: correiodoestado.com.br

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