Ser progressista em pleno 2025 é, antes de tudo, um ato de fé no diálogo. É acreditar que o desenvolvimento e a justiça social não são ideias opostas, mas partes de um mesmo caminho. E, sobretudo, é compreender que Mato Grosso do Sul precisa reencontrar o equilíbrio entre o crescimento econômico e o cuidado com as pessoas, entre a força da sua produção e a dignidade de quem faz o Estado acontecer todos os dias.
Nos últimos anos, observamos o avanço de um discurso que simplifica o mundo em dicotomias: “nós e eles”, “cidade e campo”, “direita e esquerda”. Contudo, a realidade do nosso Estado – assim como a do país – é muito mais complexa.
Mato Grosso do Sul alia uma economia robusta – ancorada na produção rural, na indústria e no comércio – a uma sociedade ativa, empreendedora e diversa, formada por pessoas trabalhadoras, solidárias e cheias de iniciativa. É esse povo dinâmico, que faz o Estado avançar todos os dias, que também merece ver o fruto desse crescimento se traduzir em oportunidades, bem-estar e qualidade de vida para todos.
Desenvolver sem Excluir
Ser progressista não é se opor ao agronegócio, ao empresariado ou ao capital. É, sim, propor um modelo de desenvolvimento em que todos ganhem: do produtor rural ao trabalhador da cidade, do empresário ao estudante, do campo à indústria, do pequeno ao médio empreendedor.
É buscar caminhos para que a economia do Estado cresça de forma justa, sólida e humana – com menos burocracia, com políticas que aproximem o poder público de quem produz e trabalha, e com ações que valorizem o emprego, o salário digno e a qualidade de vida.
Fortalecer a economia é também fortalecer as pessoas: é investir em capacitação, inovação e apoio técnico às cadeias produtivas locais, para que o progresso chegue a todas as regiões e se traduza em mais oportunidades, melhores condições de trabalho e renda estável para as famílias sul-mato-grossenses.
Mato Grosso do Sul tem se destacado nacionalmente pelo dinamismo da sua economia, pela expansão industrial e pela capacidade de gerar oportunidades. O desafio, agora, é garantir que esse avanço se converta em melhoria real de vida – especialmente para os que mais precisam. É fazer com que o desenvolvimento não se concentre em poucos setores ou regiões, mas alcance o conjunto da população.
Um Estado só se fortalece quando suas partes prosperam juntas. Para isso, é preciso uma visão integrada:
O trabalhador deve ser valorizado, com condições dignas de vida e trabalho. empresário precisa de ambiente estável, segurança jurídica e estímulo para investir.
O produtor rural – pequeno, médio ou grande – precisa de políticas de apoio e modernização.
A agricultura familiar, base da produção de alimentos e do sustento de milhares de famílias, deve ser fortalecida com assistência técnica, infraestrutura e acesso a mercados locais e regionais.
É essa engrenagem funcionando em harmonia que impulsiona a economia — e é isso que o progressismo busca: equilíbrio, dignidade e prosperidade coletiva.
Um Estado Eficiente, Ético e Comprometido
O Estado tem um papel central. Deve ser moderno e eficiente, do tamanho necessário – nem inchado, nem mínimo – atuando como indutor do desenvolvimento e guardião dos direitos.
É um Estado que promove a educação, a pesquisa, a ciência e a tecnologia como pilares da transformação.
E, sobretudo, um Estado que age com ética, transparência e responsabilidade pública, porque o progresso também depende da confiança da sociedade em suas instituições. Mato Grosso do Sul tem potencial para se tornar referência em inovação, sustentabilidade e educação de qualidade. Para isso, é essencial investir na formação dos jovens, valorizar professores e pesquisadores e estimular o pensamento crítico e a criatividade.
Crescimento com Consciência Ambiental – e Realismo
O progressismo também defende uma relação responsável com o meio ambiente. O crescimento não pode significar destruição. A tecnologia e a ciência estão aí para provar que é possível produzir mais e melhor, respeitando os recursos naturais e os biomas que fazem parte da nossa identidade.
O Pantanal e o Cerrado são patrimônios não apenas do Estado, mas do planeta. Proteger nossos biomas, nossas águas e nossa fauna é uma tarefa coletiva e estratégica – o futuro do Estado, e do Brasil, depende dessa consciência ambiental, capaz de gerar riqueza sem comprometer a vida das próximas gerações. Nesse contexto, Mato Grosso do Sul vive hoje uma transformação econômica profunda, com a expansão da indústria de celulose e da cultura de eucalipto, que já ocupa posição de destaque nacional. Esse movimento traz novas oportunidades, empregos e inovação, mas também exige responsabilidade e planejamento.
Ser progressista é reconhecer o valor dessa transformação, garantindo que ela ocorra com respeito ao meio ambiente, aos trabalhadores e às comunidades locais, e que o desenvolvimento industrial se converta em benefícios reais para toda a sociedade sul mato-grossense.
Diversidade, Democracia e Respeito
Mas ser progressista vai além da economia e da ecologia. É uma forma de olhar o outro e defender a diversidade, a inclusão e o respeito irrestrito às diferenças.
É lutar por uma sociedade em que todos tenham voz: mulheres, negros, povos indígenas, pessoas LGBT+, pessoas com deficiência, jovens e idosos. Uma sociedade onde o respeito não seja exceção, mas a regra. E, fundamentalmente, ser progressista é ser democrático. É acreditar no poder do diálogo, na política como construção coletiva, e rejeitar os extremismos, o preconceito, o autoritarismo e o medo.
O progressismo em que acredito reconhece a importância da nossa cultura, da nossa brasilidade e das tradições do homem e da mulher do campo. Valoriza nossa arte, nossa música e o nosso jeito de viver – e, ao mesmo tempo, olha para o futuro com ousadia, inovação e humanidade.
O Caminho do Futuro
O desafio é grande, especialmente em um Estado marcado por valores tradicionais e por um cenário político que, muitas vezes, resiste a novas ideias.
Mas Mato Grosso do Sul tem tudo para liderar um novo ciclo de desenvolvimento – mais equilibrado, mais justo e mais sustentável. Ser progressista é acreditar nisso: que o nosso Estado pode crescer sem abrir mão da empatia, da solidariedade e da igualdade de oportunidades.
É saber que o progresso verdadeiro não se mede apenas em números, mas em vidas transformadas, em portas abertas, em pontes construídas. Porque o futuro que queremos não é o de poucos. É o de todos.
Por: Charles Castro Cidadão apaixonado por Mato Grosso do Sul e um entusiasta da boa política.
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