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Rota da Celulose: concessão garante segurança viária e inovações a Mato Grosso do Sul

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Rota da Celulose.

Foto: Álvaro Rezende/Secom

O contrato estipula melhorias e ampliação da capacidade de trechos que integram a Rota da Celulose: as rodovias estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267

Foi firmado sexta-feira (6) o contrato de concessão da Rota da Celulose entre o Governo do Estado e a empresa XP Infra líder do consórcio Caminhos da Celulose, durante cerimônia oficial de lançamento da pedra fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuruí, em Inocência.

O contrato estipula melhorias e ampliação da capacidade de trechos que integram a Rota da Celulose: as rodovias estaduais MS-040, MS-338, MS-395 e as federais BR-262 e BR-267.

Serão investidos R$ 10,1 bilhões em obras e manutenção, sendo R$ 6,9 bilhões em despesas de capital e R$3,2 bilhões em custos operacionais. Modelada pelo Escritório de Parcerias Estratégicas, a concessão prevê recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação da capacidade do sistema rodoviário ao longo dos próximos 30 anos.

O contrato prevê diversas obras de melhorias, entre elas 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, 4 em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, 20 alargamentos de pontes e 3.780 m² de novas infraestruturas, como pontes, viadutos e passarelas; A Rota da Celulose contará ainda com 100% de acostamento em todo o sistema rodoviário.

Dentre as inovações tecnológicas contratuais estão os pórticos de cobrança de pedágio automático (Free-Flow), a pesagem eletrônica dinâmica (HS-WIN), instalação de no mínimo 484 câmeras de reconhecimento óptico de caracteres (OCRs) e sistemas de comunicação com os usuários.

Obras iniciais e cobrança de pedágio

Após a assinatura do contrato, a empresa tem 12 meses para cumprir todas as obras iniciais antes de começar a cobrança do pedágio. As obras iniciais que precisam ser atendidas são para conservação rodoviária do pavimento, como flechas, trincas; sinalização horizontal e vertical para proteção e segurança, recuperação de pontes e viadutos, drenagem, pleno funcionamento de bueiros, valetas, meio-fio, estruturas de contenção, substituição de postes, iluminárias, limpeza e retirada de entulhos de canteiros centrais e de toda faixa de domínio e conservação das edificações existentes.

De acordo com o cronograma do Consórcio Caminhos da Celulose, as obras dos próximos 100 dias compreendem principalmente os dispositivos de segurança viária. Recuperação de 1.680 metros de proteção contínua (defensa metálica), 22,5 km de revitalização da sinalização, 5 mil tachas refletiva e reposição de 490 placas.

O pedágio automático (Free-Flow) não dispõe de cabines de cobrança. O usuário trafega normalmente, sem parar na rodovia. Ao passar pelo pórtico de pedágio a cobrança será realizada conforme a escolha do motorista. As opções são por TAG eletrônica fixa no parabrisa do veículo, site ou aplicativo da concessionária ou mesmo por pontos físicos ao longo da rodovia (postos de atendimento, SAU, postos de combustíveis ou restaurantes credenciados).

Segurança viária e inovações tecnológicas

A concessionária deverá implantar e operacionalizar veículos de inspeção para controle do tráfego, que circularão continuamente no trecho concedido verificando as condições de segurança na rodovia, prestando auxílio aos usuários, detectando ocorrências e acionando recursos necessários ao atendimento.

O contrato prevê também a instalação de pontos de apoio aos usuários (SAU), disponíveis 24 horas por dia, com informações, fraldário e sanitários, água potável, telefones de emergência, acesso à internet, estacionamento e pontos de recarga para carros elétricos.

Serão instalados três Postos de Parada e Descanso (PPD), um posto em cada uma das principais rodovias (MS-040, BR-262 e BR-267). São locais seguros, destinado aos motoristas profissionais para reduzir a fadiga, prevenir acidentes e garantir condições adequadas ao repouso.

As paradas oficiais precisam garantir estacionamento iluminado e com vigilância para evitar roubos de carga. Banheiros limpos com chuveiros disponíveis com água quente e fria, lavatórios e condições sanitárias adequadas para higiene pessoal. Áreas de descanso, refeitórios ou lanchonetes, que permitam conforto e dignidade após longas horas de trabalho.

A medida visa promover segurança nas estradas e preservar as vidas dos usuários. Locais estruturados permitem o cumprimento das 11 horas de descanso diários previstos na legislação, reduzindo drasticamente o risco de acidentes.

Por: Laine Breda, Comunicação EPE

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