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Após carta de Bolsonaro, Pollon confirma pré-candidatura ao Senado

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Deputado federal Marcos Pollon.

Foto: Divulgação

Em meio a anotações de que teria se "vendido", Pollon disse que pré-candidatura é uma missão e não um projeto de ego

Após a divulgação de uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro declarando apoio ao deputado federal Marcos Pollon (PL), ele mesmo confirmou publicamente sua pré-candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul. Em nota publicada nas redes sociais, afirmou receber a manifestação do presidente “com honra, surpresa e profunda responsabilidade”.

“Coloco-me, portanto, como pré-candidato ao Senado pelo Mato Grosso do Sul, por determinação do meu presidente Jair Bolsonaro, com a mesma determinação que sempre tive”, declarou.

A carta foi divulgada neste sábado (28) pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou ter feito a publicação a pedido do ex-presidente, após encontrá-lo.

No texto manuscrito, Bolsonaro escreve: “Pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon”.

Em sua postagem, Michelle afirmou: “A pedido dele, faço esta postagem sobre os últimos acontecimentos. Sempre tive um carinho e respeito muito especiais pela família do meu amigo Marcos Pollon. Sua esposa, [Naiane Bittencourt] é uma mulher cristã, íntegra e dedicada, que esteve ao meu lado na construção do PL Mulher, um trabalho sério e muito bem organizado. Sou grata por conhecer essa família de perto e testemunhar seus valores. O Deputado Marcos Pollon é o nosso candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul”.

Na nota, Pollon reforçou alinhamento ao ex-presidente e ao grupo político. Segundo ele, sua decisão não está vinculada a interesses pessoais.

“Sempre afirmei que seria pré-candidato àquilo que Jair Bolsonaro determinasse, porque pré-candidatura não é projeto de ego, é missão. Ela nasce de um propósito coletivo, de um projeto maior de Brasil, de um grupo que decidiu enfrentar o sistema, resgatar valores e reconstruir o país depois de anos de desgoverno e ataques à nossa liberdade”, explicou.

O deputado também afirmou que a eventual candidatura ao Senado tem como objetivo fortalecer a atuação da Casa.

“Não se trata apenas de uma pré-candidatura ao Senado. Trata-se de fortalecer uma Casa que precisa ter coragem para enfrentar abusos, defender a liberdade e proteger o povo brasileiro. Disse desde o início que qualquer definição sobre meu futuro político passaria pela orientação do nosso líder. Porque mandato não é vaidade. Mandato é responsabilidade. E responsabilidade se exerce com lealdade”, completou.

Pollon ainda agradeceu publicamente ao ex-presidente pela confiança demonstrada.

“Gostaria muito de poder abraçar pessoalmente o presidente neste momento e agradecer pela confiança que sempre demonstrou ao longo da nossa caminhada. Ainda não me foi permitido visitá-lo, mas sigo firme, com a fé inabalável de que a verdade sempre prevalece”, ressaltou.

R$ 15 milhões A confirmação da pré-candidatura ocorre em meio à repercussão de anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo rascunho obtido pela Folha de S.Paulo, feito durante reunião nesta semana, ao lado do nome de Pollon estaria escrito à caneta: “Pollon (pediu 15 mi p/ não ser candidato)”.

O documento listaria cenários eleitorais e possíveis candidatos do partido em todos os estados. Ao comentar o caso, Pollon negou a informação e reagiu com ironia.

“Não consigo parar de rir. Desde que eu fiquei sabendo disso eu achei tão absurdo que não consigo nem responder. O conteúdo é totalmente irreal”, disse nas redes sociais.

Histórico  Ao reafirmar apoio ao ex-presidente, Pollon disse que "gratidão é algo que não prescreve." 

“Gratidão não prescreve. Foi Jair Bolsonaro quem abriu caminho para que muitos de nós chegássemos até aqui. Foi ele quem confiou, quem acreditou e quem deu voz às pautas que sempre defendemos. Meu compromisso sempre foi com esse projeto de Brasil e com as pessoas que confiaram em nós."

No fim de janeiro, o Correio do Estado já havia noticiado a movimentação de grupos da direita em Mato Grosso do Sul, indicando tendência de “voto casado” na disputa ao Senado. Nesse cenário, os nomes mais cotados seriam o de Capitão Contar (PL) e o próprio Pollon, apontados como representantes da ala mais ideológica do partido no Estado.

Fonte: correiodoestado.com.br

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