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Flávio Bolsonaro diz que pediu a Trump para classificar PCC e CV como grupos terroristas

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O senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump na Casa Branca, em 26 de maio de 2026.

Foto: Reprodução

Senador se encontrou com o presidente norte-americano nesta terça-feira (26), na Casa Branca. Flávio afirmou que também discutiu tarifas e terras raras com Trump

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.

A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa logo após o encontro entre os dois em Washington. O senador disse que viajou até os Estados Unidos após ser convidado para se reunir com Trump na Casa Branca.

Flávio afirmou que conversou com Trump sobre diferenças entre um eventual governo liderado por ele e a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o senador, o presidente norte-americano não declarou apoio à pré-candidatura dele.

O parlamentar disse ainda que discutiu com Trump temas como segurança pública, tarifas e terras raras.

“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou. Segundo Flávio, Trump respondeu que irá analisar a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas.

Atualmente, o governo Lula defende que os EUA não classifiquem PCC e CV como grupos terroristas. A avaliação no Palácio do Planalto é que a medida abriria margem para ações como uma intervenção militar no Brasil.

Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira de combate a facções criminosas prevê penas mais duras do que a lei antiterrorismo.

O senador também afirmou que prometeu a Trump incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito. A coalizão, criada pelos EUA com países latino-americanos, tem como foco o combate ao crime organizado e a interferências estrangeiras.

Ainda segundo Flávio, Trump também perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, atitude que ele classificou como um “gesto humano”. O parlamentar afirmou ainda ter recebido do presidente americano uma “challenge coin”, uma espécie de moeda militar comemorativa.

Reunião

Flávio chegou aos EUA na segunda-feira (25). A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo Trump.

Segundo o blog do Valdo Cruz, Flávio pretendia abordar dois assuntos com Trump: a classificação de facções como organizações terroristas e a garantia plena da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil, uma bandeira comum entre os dois.

Apesar de Flávio afirmar que a comitiva ficou por cerca de uma hora e meia na Casa Branca e passou bastante tempo reunida com Trump, fontes relataram que o encontro entre os dois foi rápido.

Membros da comitiva disseram ao g1 que entregaram documentos a assessores da Casa Branca. Na sequência, Flávio, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo entraram no Salão Oval apenas para tirar uma foto com o presidente norte-americano.

Uma outra fonte relatou que Trump não chegou a se levantar para receber os brasileiros.

Busca por agenda positiva

Com o encontro, Flávio Bolsonaro tentou desviar o foco da agenda negativa que atingiu a campanha nas últimas semanas, segundo o blog do Valdo Cruz.

A divulgação da proximidade do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afetou as intenções de voto de Flávio, de acordo com a mais recente pesquisa Datafolha.

Nas simulações de primeiro turno, o senador recuou de 35% para 31%, uma queda de quatro pontos percentuais. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, oscilou de 38% para 40%. Com isso, a diferença entre os dois passou de três para nove pontos percentuais.

Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio apareciam empatados com 45%. Na pesquisa mais recente, o petista foi a 47%, enquanto o senador recuou para 43%, abrindo uma vantagem de quatro pontos percentuais.

Fonte: g1.globo.com

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