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Macron anuncia que França vai reconhecer Palestina como Estado: 'Não há alternativa'

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Emmanuel Macron, presidente da França.

Foto: JUSTIN TALLIS / POOL / AFP

Macron disse que os franceses querem a paz no Oriente Médio, e que esta paz é possível

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou nesta quinta-feira (24) que a França reconhecerá a Palestina como um Estado. Em uma publicação feita em seu perfil no X, Macron afirmou que vai formalizar esta decisão na Assembleia Geral da ONU em setembro, afirmando que “não há alternativa”.

Macron disse que os franceses querem a paz no Oriente Médio, e que esta paz é possível. "A necessidade urgente hoje é que a guerra em Gaza termine e que a população civil seja resgatada".

"Devemos implementar imediatamente um cessar-fogo, libertar todos os reféns e fornecer ajuda humanitária maciça à população de Gaza. Devemos também garantir a desmilitarização do Hamas e proteger e reconstruir Gaza. Por fim, devemos construir o Estado da Palestina, garantir sua viabilidade e garantir que, ao aceitar sua desmilitarização e reconhecer plenamente Israel, ele contribua para a segurança de todos no Oriente Médio."

Quais países reconhecem a Palestina como Estado? Hoje, mais de 140 países reconhecem o Estado da Palestina. O Brasil faz parte desta lista.

Por enquanto, nenhum dos integrantes do G7, grupo dos países mais industrializados do mundo (EUA, Canadá, França, Alemanha, Inglaterra, Itália e Japão), reconhecem o Estado da Palestina

Na ONU, Palestina tem status de "Estado Observador Permanente" desde 2012.

ONU afirma que Israel matou desde maio mais de mil pessoas pedindo ajuda em Gaza O escritório de direitos humanos da ONU afirmou que Israel matou desde maio mais de mil palestinos que buscava comida na Faixa de Gaza, além de outros tipos de ajuda humanitária. A maioria dessas mortes ocorreram próximas dos centros de ajuda de uma empresa que era apoiada pelas forças israelenses pelos Estados Unidos.

Só nessa terça (22), foram novos 25 casos de mortes próximos a locais de ajuda.

O desespero cresce no território palestino de mais de 2 milhões de habitantes, que, segundo especialistas, corre risco de fome devido ao bloqueio israelense e à ofensiva de quase dois anos. A ONU e outros órgãos internacionais alertam para o risco de fome.

Mais de 20 países pedem fim da guerra

Vinte e seis ministros das Relações Exteriores assinaram na segunda-feira (21) uma carta em que pedem o fim da guerra na Faixa de Gaza dizendo que o 'sofrimento dos civis precisa parar'.

O texto é assinado Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido, além do comissão da União Europeia.

'A negação, pelo governo israelense, de assistência humanitária essencial à população civil é inaceitável. Israel deve cumprir suas obrigações sob o Direito Internacional Humanitário. Os reféns cruelmente mantidos em cativeiro pelo Hamas desde 7 de outubro de 2023 continuam sofrendo terrivelmente. Condenamos sua detenção contínua e pedimos sua libertação imediata e incondicional', diz um trecho.

Os países também criticam a continuidade da construção de assentamentos na Cisjordânia, retirando a população civil da região. Além disso, cita a violência de colonos contra palestinos em Jerusalém.

Fonte: cbn.globo.com

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