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MS deve produzir quase metade da celulose do Brasil nos próximos 10 anos

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Produção de eucalipto nas imediações de Campo Grande; destino da madeira é a planta processadora da Suzano, em Ribas do Rio Pardo.

Foto: Paulo Ribas

Com novas megafábricas, Estado deve concentrar mais de 70% da expansão nacional do setor da celulose até 2035

Mato Grosso do Sul deve se tornar, em um prazo de 10 anos, o maior produtor de celulose do Brasil. O Estado, que atualmente responde por quase um terço da celulose produzida no País, responderá por quase metade da produção nacional quando as três megafábricas que já foram anunciadas estiverem em plena capacidade.

Relatório publicado neste mês pela Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) – o sindicato patronal das indústrias de celulose, papel e derivados de madeira de floresta plantada – mostra que, em 2024, o Brasil produziu 25,5 milhões de toneladas de celulose.

Em Mato Grosso do Sul, as quatro linhas de produção em operação – três da Suzano e uma da Eldorado – transformaram em torno de 7,5 milhões de toneladas de madeira de eucalipto em celulose, aproximadamente um terço da produção nacional.

Hoje, o Brasil é o segundo maior produtor de celulose do planeta. No ano passado, superou a China, e só está atrás dos Estados Unidos, que produz em torno de 48 milhões de toneladas de celulose. Sozinho, Mato Grosso do Sul produz mais celulose que o Japão, o nono maior produtor mundial, com 7,4 milhões de toneladas por ano.

A maioria da celulose produzida em Mato Grosso do Sul tem como destino países da Ásia, como a China, e países europeus, como os Países Baixos (Holanda) e a Itália. No ano passado, as exportações de celulose representaram para Mato Grosso do Sul uma receita de US$ 2,7 bilhões (R$ 14,4 bilhões na cotação de ontem). Todo o Brasil, em 2024, exportou US$ 10,6 bilhões, segundo o relatório da IBÁ.

Próximos anos

A perspectiva para Mato Grosso do Sul nos próximos anos é positiva, já que o Estado receberá mais de 70% do total que deve ser adicionado à produção de celulose de fibra curta no Brasil. Dos quatro grandes projetos anunciados recentemente, três estão em Mato Grosso do Sul.

O Estado receberá a planta da Arauco, multinacional chilena que está em construção em Inocência. Os investimentos na unidade totalizam US$ 4,6 bilhões, e a capacidade da linha processadora de celulose será de 3,5 milhões de toneladas anuais quando estiver em pleno funcionamento.

Também neste ano, a Bracell – empresa com sede global em Cingapura – anunciou outros US$ 4,6 bilhões em investimentos para sua planta processadora de celulose em Bataguassu, às margens do Rio Paraná, na divisa com o estado de São Paulo.

Na semana passada, o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, disse ao Correio do Estado que a expectativa é de que a licença de instalação da Bracell seja concedida até fevereiro de 2026. A partir daí, a empresa deve mobilizar as equipes para a construção da fábrica, em um período de aproximadamente três anos.

A fábrica da Bracell projetada para Bataguassu terá capacidade de processar 2,4 milhões de toneladas de celulose, sendo metade na forma convencional, a kraft (placas), e a outra metade em celulose solúvel – usada nas indústrias têxtil, farmacêutica e alimentícia.

Por fim, há um projeto que já tem licença de instalação e estava pausado desde o fim da década passada. Trata-se da segunda linha da Eldorado, que também demandaria investimentos de aproximadamente US$ 4,5 bilhões, com capacidade para 2,5 milhões de toneladas por ano.

O Correio do Estado apurou que, tão logo o grupo J&F pague os US$ 2,4 bilhões pela aquisição dos 49% das ações que pertenciam à Paper Excellence, o projeto da segunda linha será iniciado.

A única megafábrica de celulose em construção ou projetada que não está localizada em Mato Grosso do Sul é a da CMPC, empresa de capital chileno, que vai levantar em Barra do Ribeiro (RS), a 60 quilômetros da capital, Porto Alegre, um projeto de R$ 24 bilhões para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano.

Fonte: correiodoestado.com.br

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